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Índia tem 100 milhões a mais de pobres, segundo estudo

Quase 30% dos 1,2 bilhão de habitantes da Índia, ou seja, 363 milhões de pessoas, viviam abaixo da linha da pobreza em 2011-12. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. julho 2014 - 14:32
(AFP)

Mais 100 milhões de indianos foram considerados pobres, segundo um relatório de especialistas sobre os critérios de definição da pobreza na Índia vazado à imprensa nesta segunda-feira.

Quase 30% dos 1,2 bilhão de habitantes do país, ou seja, 363 milhões de pessoas, viviam abaixo da linha da pobreza em 2011-12, segundo o relatório dos especialistas, encomendado pelo governo anterior para reavaliar a situação.

O relatório provavelmente relançará o debate sobre as dificuldades para reduzir a pobreza na Índia, a poucos dias da apresentação do primeiro orçamento do governo de Narendra Modi.

O líder nacionalista hindu venceu com folga as legislativas em maio, depois de prometer durante a campanha uma reativação da economia e lutar contra a inflação galopante.

O relatório foi encomendado diante do escândalo provocado pelas tabelas estabelecidas em 2011 pela Comissão de Planejamento, o principal organismo público de planejamento econômico.

Estas tabelas, apresentadas em 2011, definiam como pobres os que vivem com menos de 27 rúpias (45 centavos de dólar) por dia em um povoado, e menos de 33 rúpias (55 centavos) em uma cidade. Várias ONGs reagiram indignadas, declarando que estes valores eram insuficientes para sobreviver.

O novo relatório propõe elevar os valores a 32 rúpias por dia nos povoados e a 47 rúpias nas cidades, segundo trechos vazados na imprensa indiana.

Estes limites são fundamentais para determinar a abertura de direitos a ajudas sociais.

De acordo com a agência de notícias Press Trust of India, segundo este relatório 38,2% da população indiana era pobre em 2009-2010, uma proporção que caiu a 29,5% (363 milhões de pessoas) em 2011-12.

A Comissão de Planejamento estimava, por sua vez, que a pobreza afetava 29,8% da população em 2009-10 e 21,9% em 2011-12, ou seja, 270 milhões de pessoas.

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