Navigation

Órgão ligado a Maduro retira imunidade de quatro deputados opositores venezuelanos

O líder da oposição Juan Guaidó mostra uma bandeira venezuelana durante uma manifestação, em 16 de novembro de 2019 em Caracas afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 16. dezembro 2019 - 22:11
(AFP)

A Assembleia Constituinte da Venezuela, instituição controlada por simpatizantes do presidente Nicolás Maduro, retirou nesta segunda-feira a imunidade de quatro deputados opositores, elevando para mais de 20 o número de parlamentares processados pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ).

Os deputados serão processados por sua suposta responsabilidade em "crimes de traição, conspiração, instigação de insurreição, rebelião civil e conluio para cometer crimes", disse o presidente da Assembleia Constituinte, Diosdado Cabello, ao ler o documento emitido pelo principal tribunal do país.

A Assembleia Constituinte, que governa o país com poderes absolutos e é composta apenas por chavistas, aprovou a retirada da imunidade por unanimidade.

"Portanto, é formalmente aprovado para continuar o julgamento" dos deputados Jorge Millán, Hernán Alemán, Carlos Lozano e Luis Stefanelli, disse Cabello, sem especificar quais acusações são atribuídas a cada legislador.

Esta decisão ocorre após o governo acusar outros dois parlamentares, no sábado, de tentativa de golpe contra o presidente Nicolás Maduro.

Mais de 20 parlamentares são processados pelas mesmas acusações, 15 deles por participação no último dia 30 de abril de uma fracassada tentativa de rebelião militar contra Maduro. O movimento teve à frente o líder da oposição e autoproclamado presidente interino do país, Juan Guaidó.

O Parlamento qualificou de "ilegal" a medida, e acusou o chavismo de tentar "desmantelar" o Legislativo e "impedir a reeleição" de Guaidó como presidente da câmara no próximo dia 5 de janeiro.

Gauidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países, denunciou "uma ofensiva" para amedrontar os deputados.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.