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'Nada vai mudar' na Venezuela após viagem de Guaidó, diz líder chavista

O número dois do governo da Venezuela, Diosdado Cabello afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. fevereiro 2020 - 20:34
(AFP)

O número dois do chavismo, Diosdado Cabello, afirmou nesta segunda-feira (10) que "nada vai mudar" na Venezuela depois da viagem internacional do opositor Juan Guaidó, que por sua vez reiterou o chamado à população para ir às ruas contra o governo quando retornar ao país.

"Ninguém sabe quando terminará o seu passeio turístico. Na verdade, isso não nos afeta. Ele não é nada e o que é nada não pode ser outra coisa senão nada", declarou Cabello a jornalistas, presidente da governista Assembleia Constituinte.

Ignorando uma proibição de saída da Venezuela, Guaidó começou no último 19 de janeiro uma turnê internacional pela Colômbia, vários países da Europa e Estados Unidos, que o reconhecem como presidente.

O chefe do Parlamento foi recebido na Casa Branca pelo presidente Donald Trump, que prometeu "esmagar" a "tirania" na Venezuela, que segundo ele é encabeçada por Nicolás Maduro.

Embora não mencione uma possível prisão, Cabello confirmou que no caso de Guaidó, acusado entre outros crimes de "traição à pátria", ele não sairá impune. "A justiça às vezes tarda, mas nunca falha", afirmou.

Washington havia alertado ao governo Maduro que, caso medidas sejam tomadas contra Guaidó, haverá consequências.

Uma fonte próxima ao interino informou à AFP nesta segunda que "ele deve chegar (na Venezuela) ainda nesta semana".

Em um vídeo divulgado por sua assessoria de imprensa, Guaidó voltou a chamar a população para protestar contra Maduro.

"Voltarei com compromissos dos nossos aliados, com ações e medidas que serão executadas, e com o chamado ao nosso povo para que voltemos a lutar", disse Guaidó, sem informar o local no qual se encontra no momento.

Em escalada para forçar a saída de Maduro do poder, com estratégia que inclui um embargo contra o petróleo venezuelano, o Departamento de Tesouro americano anunciou na última sexta restrições contra a empresa aérea estatal Conviasa.

"Somam-se sanções a PDVSA (a petroleira estatal) às sanções ao sistema financeiro. É uma agressão permanente", condenou Cabello.

Em comunicado, a estatal aérea informou nesta segunda que "continuará operando normalmente".

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