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"O medo não vai nos deter", diz Guaidó após acusação a deputados

O líder da oposição venezuelana Juan Guaidó cumprimenta estudantes do colégio particular Los Corales, estado de Vargas, em 8 de maio de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 08. maio 2019 - 21:08
(AFP)

O líder da oposição, Juan Guaidó, disse nesta quarta-feira que o "medo" não deterá o Parlamento venezuelano, depois que sete deputados foram destituídos de sua imunidade para serem processados por seu apoio a uma rebelião militar fracassada.

"O medo não vai nos deter", disse o chefe do Parlamento à AFPTV durante uma visita à cidade de La Guaira (30 km ao norte de Caracas), onde ele foi recebido por dezenas de partidários.

A pedido do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), a Assembleia Constituinte no poder privou sete legisladores na terça-feira, incluindo o primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional, Edgar Zambrano, para ser processado por crimes como traição por seu apoio à rebelião liderada por Guaidó em 30 de abril.

Guaidó, reconhecido como presidente encarregado da Venezuela por cerca de 50 países, disse que o medo é a "única estratégia" do governo do presidente Nicolás Maduro para permanecer no poder.

"É a única estratégia que resta a um regime sem respostas para o cidadão (...), eles têm que gerar medo", disse o opositor enquanto visitava uma escola onde os alunos do ensino fundamental pediam seu autógrafo e fotografavam com ele.

Vários deputados da Assembleia Nacional, o único órgão no poder da oposição, apoiaram o motim de cerca de trinta soldados para tentar romper as Forças Armadas, que se declararam leais ao líder socialista.

Maduro denunciou o fato como uma "tentativa de golpe de Estado".

Além de sua convocação para multiplicar as manifestações, Guaidó reiterou sua convocação para uma greve nacional como o próximo passo a ser dado, embora sem data definida.

Ele ressaltou que se está "trabalhando nisso" com paralisações escalonadas em diferentes setores, como o transporte.

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