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A atriz Regina Duarte aceita convite à secretaria de Cultura

A atriz Regina Duarte, no Palácio do Planalto afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 30. janeiro 2020 - 00:13
(AFP)

A atriz Regina Duarte anunciou nesta quarta-feira (29) que assumirá a secretaria de Cultura do governo Jair Bolsonaro, após demissão do último titular ao trazer referências nazistas durante um pronunciamento oficial.

"Sim, aceitei", respondeu Duarte a jornalistas após reunir-se com o presidente em Brasília.

"Só que agora vão ocorrer os proclamas antes do casamento", acrescentou a atriz de 72 anos, que na última semana disse após reunião com o presidente que ambos estavam "comprometidos".

A atriz, conhecida como "a namoradinha" do Brasil por causa dos papéis interpretados nas décadas de 1970 e 1980, é o quarto nome a assumir o setor da Cultura desde a posse de Bolsonaro em janeiro de 2019.

Duarte, que é uma das poucas integrantes da classe artística a apoiar o atual governo, prometeu trabalhar pela pacificação e a união da classe artística.

Nos anos 1980, ela participou do movimento "Diretas Já!", a favor das eleições diretas para presidente no final da ditadura militar. Depois, ela apoiou candidatos como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Em 2016, a atriz participou de manifestações pró-impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, e, em 2018, comentou que votaria em Bolsonaro.

Quando questionada sobre os comentários homofóbicos e racistas do presidente, Duarte disse que "são somente da boca para fora".

"Quando conheci o Bolsonaro pessoalmente, encontrei um cara doce, um homem dos anos 1950, como meu pai, e que faz brincadeiras homofóbicas, mas é da boca pra fora, um jeito masculino que vem desde Monteiro Lobato, que chamava o brasileiro de preguiçoso e que dizia que lugar de negro é na cozinha", declarou ao jornal O Estado de S. Paulo em 2018, às vésperas da eleição presidencial.

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