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Achada na China a escultura mais antiga do leste da Ásia

A escultura foi encontrada entre restos carbonizados de animais e fragmentos de cerômica em um local em Henan, província do centro-norte da China afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. junho 2020 - 21:01
(AFP)

Um pardal minúsculo, esculpido em osso queimado, com 13.500 anos de antiguidade, foi encontrado na China e passou a ostentar o título da escultura mais antiga da Ásia oriental, segundo um informe publicado nesta quarta-feira (10) na revista científica PLOS One.

"A escultura não é uma representação totalmente realista de um pássaro. O artista superdimensionou a cauda do pássaro pra permitir que a escultura se mantivesse sobre um pedestal", explicou à AFP Francesco D'Errico, cientista do Centro Nacional de Pesquisas Científicas francês.

"O artista era amplamente consciente de que a escultura é a arte do equilíbrio e da harmonia", destacou o especialista, coautor do estudo.

Para produzir a obra, o artista usou quatro técnicas diferentes e trabalhou no mínimo em 68 partes diferentes do osso.

A escultura foi encontrada em Lingjing, no norte da China, em meio a restos de animais carbonizados e fragmentos de cerâmica. A figura mede 19,2 mm de comprimento por 5,1 mm de largura por 12,5 mm de altura. Seu estado de conservação é "excepcional".

Para determinar a idade da escultura - 13.500 anos -, os pesquisadores usaram o método de datação por carbono 14.

"Já sabíamos que nessa época, os caçadores-coletores da China fabricavam utensílios com ossos (pontas de lança, agulhas) e ornamentos com cascas, ovos de avestruz ou dentes de animais", explicou o arqueólogo da Universidade de Bordeaux.

Com a descoberta, as origens da escultura e das representações de animais na Ásia oriental são antecipadas em cerca de 8.500 anos.

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