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Acnur pede que países América Latina recebam refugiados venezuelanos

Migrantes venezuelanos exibem bandeira de seu país em um acampamento de refugiados em Bogotá, 13 de novembro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 09. abril 2019 - 19:41
(AFP)

O alto comissário da ONU para os refugiados (Acnur), Filippo Grandi, pediu nesta terça-feira (9) aos países da América Latina que mantenham as "portas abertas" para os migrantes e refugiados venezuelanos, sem limitar a entrada deles.

"A solidariedade na América Latina tem sido uma vez mais destacável" diante da crise na Venezuela, declarou Grandi numa reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação dos refugiados no mundo.

"Apesar da carga que pesa sobre vocês, deixem a porta aberta e aliviem as restrições impostas aos venezuelanos" que fogem do país, pediu o chefe da Acnur.

Grandi disse à imprensa que não se deve restringir a entrada das pessoas que fogem. Alguns países latino-americanos exigem documentos de identidade aos exilados para autorizar uma estadia em seu território.

Grandi afirmou que "3,4 milhões de venezuelanos abandonaram o país", entre migrantes e refugiados que fogem por diversas razões: desnutrição, escassez de medicamentos para doenças crônicas ou por conta da violência ou insegurança.

"Colômbia, Peru, Equador e Brasil são os países mas preocupados" por esta onda de imigração, declarou, acrescentando que no total "15 países recebem os venezuelanos" na região.

A poucos dias de uma reunião a ser realizada em Quito para discutir a ajuda financeira e os programas de ajuda aos refugiados, Grandi destacou que "o apoio a estes países (que recebem venezuelanos) deve aumentar" através de fundos da ONU e de instituições financeiras internacionais.

A ONU prevê que até fim deste ano o número de migrantes venezuelanos chegará a 5,3 milhões, como reflexo da pior crise humanitária da América Latina em tempos de paz.

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