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Acusados da morte do militar detido na Venezuela são levados à Justiça

O procurador-geral venezuelano, Tarek William Saab, fala durante encontro com a Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, em Caracas, 20 de junho de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 01. julho 2019 - 19:51
(AFP)

Dois militares foram apresentados à Justiça nesta segunda-feira (1) pela morte de um oficial que havia sido detido por supostos vínculos com um plano para depor e assassinar o presidente Nicolás Maduro, informou o procurador-geral Tarek William Saab.

Estabeleceu-se "o vínculo de dois funcionários subordinados à Direção Geral de Contra Inteligência Militar", razão pela qual o Ministério Público solicitou a prisão preventiva do "tenente Ascanio Antonio Tarascio e do argentino Estiben José Zarate, como supostos responsáveis pelo fato", afirmou Saab no Twitter.

Tanto Tarascio, de 23 anos, e Zarate, de 22, ambos membros da Guarda Nacional, são acusados do crime de "homicídio preterintencional com causal".

Os guardas nacionais permanecerão reclusos na sede do DGCIM em Caracas, onde estava detido o capitão de corveta.

Acosta estava na lista de 13 detidos divulgada na quinta-feira pelo ministro da Comunicação e Informação venezuelano, Jorge Rodríguez, que vinculou ao caso o líder parlamentar Juan Guaidó, que denunciou no sábado a morte de Arévalo como um fato abominável.

Os Estados Unidos, o Grupo de Lima - 14 países das Américas críticos a Maduro - e a União Europeia repudiaram no domingo a morte do oficial, ocorrida na madrugada de sábado, apoiando dirigentes opositores venezuelanos, familiares do oficial e organizações de direitos humanos que denunciaram "torturas selvagens".

A morte de Acosta se soma à de outros opositores ocorridas nos últimos meses.

Em outubro do ano passado, o vereador Fernando Albán morreu ao cair do décimo andar da direção do Serviço de Inteligência. O governo garante que ele se suicidou, mas a oposição denuncia que foi jogado após falecer durante sessão de tortura em um interrogatório.

Condenando a "violência", Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Constituinte (situação) que rege o país com poderes absolutos, assegurou nesta segunda-feira que "nenhuma destas atuações irregulares ficará impune".

"Mais de cem funcionários venezuelanos estão à disposição dos tribunais por uso excessivo da violência", disse Cabello, considerado o número dois do chavismo.

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