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Agricultores aceitam diálogo após recuo do governo e protestos com mortos no Peru

Três pessoas morreram nos confrontos entre trabalhadores rurais e a polícia no Peru afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 31. dezembro 2020 - 21:03
(AFP)

Depois de bloquearem a estrada Pan-Americana no Peru na quinta-feira (31), os trabalhadores rurais concordaram em iniciar um diálogo com o governo nesta sexta (1o).

Ontem, a Pan-Americana havia sido bloqueada por agricultores que exigiam justiça para três civis mortos em confrontos com a polícia, enquanto o governo prometia punir quem usou arma de fogo contra os manifestantes, em uma tentativa de solucionar a crise.

"Condenamos e rejeitamos o ocorrido em La Libertad. Condenamos quem incita a violência. Aplicaremos sanções aos policiais que desacataram a proibição de usar armas de fogo", tuitou o presidente Francisco Sagasti.

A repressão policial contra o protesto deixou três civis mortos, incluindo um menor, que foi baleado, informaram as autoridades na noite de quarta-feira.

Nos confrontos, ficaram feridos 36 policiais e nove trabalhadores, segundo o Ministério da Saúde. Além disso, 45 trabalhadores foram detidos.

Os choques aconteceram em um trecho da estrada Pan-Americana, 500 quilômetros ao norte de Lima.

Ontem, o presidente propôs um diálogo nacional para sair da espiral de protestos e de repressão em que o país se viu mergulhado pelo debate parlamentar de uma lei agrícola.

Sagasti também admitiu, tacitamente, o fracasso do projeto da nova lei agrária aprovado pelo Congresso na terça-feira.

A nova lei agrária foi oficializada ontem, após publicação no Diário Oficial.

Horas mais tarde, o governo concordou em enviar uma comissão ministerial para dialogar com as partes envolvidas na crise agrária no norte do país.

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