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AI denuncia sequestros e torturas no leste da Ucrânia

Soldados e tanques ucranianos estão posicionados a 20 km da cidade de Donetsk, leste da Ucrânia afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 11. julho 2014 - 10:02
(AFP)

A Anistia Internacional (AI) denunciou nesta sexta-feira centenas de casos de sequestros e torturas cometidos pelos separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia e também criticou o uso excessivo da força pelo exército ucraniano.

"Me deram socos, me agrediram com uma cadeira e com tudo o que encontraram. Apagaram cigarros na minha perna e sofri eletrocução. Demorou muito tempo, não sentia nada e desmaiei", disse Sasha, de 19 anos, que foi sequestrado na cidade de Lugansk, de acordo com o relatório de denúncia da ONG.

Sasha integrava as "tropas de autodefesa" partidárias de Kiev formadas no reduto separatista. Ele afirmou que só foi liberado depois que seu pai pagou uma multa de 45.000 euros (60.000 dólares). Em seguida viajou para a capital Kiev.

O documento da AI descreve sequestros, extorsões e torturas generalizadas no leste de Ucrânia, onde os rebeldes pró-Rússia tomaram o controle de várias cidades há alguns meses e que atualmente lutam para manter o domínio contra o exército ucraniano.

A AI destaca que não é possível estabelecer estatísticas confiáveis porque a região sofre com o caos e as autoridades não têm nenhuma intenção de registrar os incidentes ou número de vítimas.

Mas a missão da ONU na Ucrânia contabilizou 222 casos comprovados de sequestros, enquanto o ministério do Interior ucraniano cita 387 casos apenas entre abril e junho, incluindo 39 jornalistas.

A Anistia Internacional também denunciou o uso excessivo da força por parte das tropas ucranianas que tentam recuperar o controle dos territórios do leste.

A ONG menciona um incidente em 24 de abril no qual cinco homens supostamente abriram fogo na região de Slaviansk, assim como a morte de dois civis em um tiroteio contra uma multidão em Krasnoarmeisk no dia 11 de maio.

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