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AMLO pede consulta ao Senado para processar ex-presidentes do México

(Arquivo) O presidente mexicano, Andres Manuel Lopez Obrador, em coletiva de imprensa afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 15. setembro 2020 - 13:53
(AFP)

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, pediu nesta terça-feira (15) ao Senado uma consulta popular para processar cinco ex-presidentes do país acusados por ele de corrupção e privatizações ilegais de bens públicos durante suas gestões.

"A consulta solicitada tem o objetivo legal de levar um assunto de interesse geral e importância nacional, e possibilitar, quando apropriado, ações judiciais de acordo com a lei e no respeito do devido processo", disse o presidente durante sua habitual coletiva de imprensa matutina.

López Obrador acusou diretamente os ex-presidentes Carlos Salinas, Ernesto Zedillo, Vicente Fox, Felipe Calderón e Enrique Peña Nieto, que governaram sucessivamente o México de 1988 a 2018.

O presidente alega que durante esses governos houve "concentração excessiva de riqueza, perdas monumentais para o tesouro, privatização dos bens públicos e corrupção generalizada".

López Obrador apresentou o pedido, embora tenha assegurado que seu partido reuniu as assinaturas de cidadãos para este fim.

De acordo com a lei mexicana, um pedido de consulta popular pode ser apresentado pelo presidente, por uma das câmaras do Congresso ou por cidadãos, embora a Suprema Corte de Justiça deva decidir se é constitucional.

O Senado deve submeter o pedido ao tribunal superior que, caso decida que o pedido é constitucional, deve ser aprovado por ambas as câmaras do Congresso para, em seguida, ser organizado pelas autoridades eleitorais.

O presidente solicitou que a eventual consulta ocorra em 6 de junho de 2021, quando serão realizadas as eleições para renovar a Câmara dos Deputados, vários governos e outros cargos locais.

López Obrador já apoiou antes a realização de consultas populares sobre diversos assuntos. Antes de assumir o poder, em dezembro de 2018, impulsionou uma consulta para cancelar a construção do novo aeroporto da Cidade do México.

Já no poder, impulsionou consultas para a construção do chamado "Trem Maya", um trem turístico que percorrerá o sudeste do México; para cancelar uma fábrica de cerveja no norte e para a construção de uma usina termelétrica no estado central de Morelos.

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