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Antes da covid-19, sete doenças mortais a cada 10 eram não transmissíveis (OMS)

Produção da vacina russa contra coronavírus, desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleia, em coordenação com Ministério russo da Defesa, em Strelna, nos arredores de São Petersburgo, em 4 de dezembro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 09. dezembro 2020 - 14:03
(AFP)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou nesta quarta-feira (9), que, antes da pandemia do novo coronavírus, sete em cada dez doenças que causaram mais mortes em 2019 eram não transmissíveis, principalmente as cardiopatias.

Isso é quase o dobro do que era em 2000, quando apenas quatro doenças não transmissíveis estavam na lista das dez mais letais, aponta um relatório de uma agência da ONU que cobre o período de 2000 a 2019.

Em 2020, a pandemia da covid-19, que começou na China há um ano e desde então causou mais de 1,5 milhão de mortes registradas oficialmente e centenas de milhões de doentes, pode mudar essa classificação.

No entanto, o balanço de vidas humanas continua sendo muito menor em comparação com a morte de quase nove milhões de pessoas por doenças cardíacas no ano passado.

A OMS ressalta que "as doenças cardíacas representam agora 16% de todas as causas de mortalidade".

O fato de as doenças não transmissíveis ocuparem um lugar de destaque na lista "ressalta, claramente, a necessidade de intensificar os esforços de prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas", explica a OMS.

Esses números "ressaltam a urgência de melhorar drasticamente o sistema de atenção primária da saúde de maneira equitativa e holística", afirmou o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

"Um sólido sistema de atenção primária à saúde é, sem dúvida, a base sobre a qual tudo se assenta: desde a luta contra as doenças não transmissíveis até a gestão de uma pandemia", insistiu.

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