Navigation

Ao menos 19 pessoas morrem em casas e ruas de Quito em meio à pandemia

Funcionários de uma funerária recolhem o corpo de uma mulher, que faleceu por causas não identificadas em uma rua de Quito, 14 de maio de 2020, em meio à pandemia do novo coronavírus afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 15. maio 2020 - 02:59
(AFP)

A cidade de Quito registrou em duas semanas a morte de pelo menos 19 pessoas em casas e ruas por causas diversas, informou nesta quinta-feira (14) o prefeito da capital, Jorge Yunda, que disse que vários destes óbitos foram causados pelo novo coronavírus.

"Há seis falecidos registrados na via pública", declarou o funcionário por telefone à AFP, acrescentando que várias das 19 mortes foram provocadas pelo novo coronavírus e por problemas respiratórios.

Estes óbitos, registrados em 15 dias na capital equatoriana, preocupam a população após a crise provocada em Guayaquil (sudoeste), foco da pandemia no país e que sofreu o colapso de seus sistemas hospitalar e funerário.

A situação na cidade portuária, onde imagens de corpos abandonados nas ruas por medo do coronavírus ganharam as redes sociais, levou o governo a criar temporariamente uma equipe de policiais e militares, que em abril recolheu pelo menos 1.600 corpos em casas e na via pública de Guayaquil.

O Equador é um dos países latino-americanos mais castigados pela pandemia, com 30.500 casos - incluindo 2.338 mortos. As autoridades também reportam 1.561 prováveis falecidos pelo coronavírus.

Yunda informou que em Quito, com quase 2.200 contágios, segundo o governo nacional, os hospitais ainda não estão sobrecarregados, como ocorreu em Guayaquil, núcleo comercial do país, e que a cifra total de mortos em sua cidade se mantém na média habitual.

Ele acrescentou que a capital, onde uma mulher de 63 anos caiu morta na quinta-feira no sul da cidade, registra 114 óbitos pelo coronavírus desde que foi declarada a presença da doença no país, em 29 de fevereiro.

Quito é a segunda cidade equatoriana com mais casos de COVID-19 depois de Guayaquil, com 8.273 infectados.

A crise pela pandemia na província de Guayas e sua capital, Guayaquil, se reflete no número de mortos por causas diversas, registrados em abril, que quintuplicou com relação ao mesmo mês de 2019 (de 1.355 a 8.685 falecidos), segundo o Registro Civil, a cargo do Executivo.

O Equador decretou estado de exceção em 16 de março, que se estenderá até meados de junho. Também suspendeu o trabalho e as aulas presenciais, e implantou um toque de recolher de 15 horas por dia para promover o confinamento da população.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.