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Aplicativo para fazer exercícios pode revelar localização de soldados

O aplicativo Polar pode revelar a localização de soldados. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 09. julho 2018 - 21:16
(AFP)

O aplicativo Polar, utilizado normalmente no seguimento de atividades físicas, desativou suas funções de localização depois que pesquisadores descobriram que permitia revelar dados sensíveis sobre soldados e membros de serviços de inteligência de 69 países.

Em janeiro, o Pentágono informou que estava revisando suas políticas de uso para aplicativos de atividades físicas, depois que o mapa do Strava, um aplicativo similar ao Polar que mostra o percurso de corrida de seus usuários, acabou revelando a localização de uma série de bases militares no Iraque e Afeganistão.

Pesquisadores em segurança holandeses indicaram no domingo (8) que consultaram dados sobre cerca de 6.000 pessoas de uma dúzia de nacionalidades, incluindo soldados e membros do FBI e da NSA.

"Com apenas alguns cliques, pode-se observar um oficial superior fazendo jogging em uma base conhecida por abrigar armas nucleares", afirmou Foeke Postma em um blog depois do site de informações holandês De Correspondent publicar uma investigação sobre o assunto.

"É possível localizar militares de países ocidentais no Afeganistão graças ao aplicativo Polar. O cruzamento do nome e da foto do perfil da pessoa com os que utiliza nas redes sociais permitiu confirmar a identidade de soldados e de oficiais", acrescentou.

Informações sensíveis como os endereços pessoais de usuários embarcados em submarinos, de americanos que se encontram na zona verde de Bagdá ou de soldados russos na Crimeia também foram reveladas, indicaram os pesquisadores.

O Polar anunciou em um comunicado que eliminará a função do aplicativo que permite compartilhar dados, embora tenha observado que os dados que se tornaram públicos foram o resultado de usuários que optaram pelo rastreamento de localização.

Segundo o De Correspondent, apenas 2% dos usuários do Polar optaram compartilhar seus dados.

"Encontramos nomes e endereços de pessoas nas bases de Guantánamo, em Cuba, Erbil (Iraque), Gao (Mali) e outras no Afeganistão, Arábia Saudita, Catar, Chade e Coreia do Sul", aponta a pesquisa.

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