Navigation

Aprovação nos EUA da 'NICA Act' aumenta pressão sobre Ortega

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, ao lado de sua mulher e vice-presidenta, Rosario Murillo, na inauguração de uma obra em Manágua, em 29 de novembro de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 13. dezembro 2018 - 00:07
(AFP)

A Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou a 'NICA Act', uma lei que busca limitar o acesso da Nicarágua a empréstimos internacionais, um golpe para a economia que aumenta as pressões sobre o governo de Daniel Ortega.

Com a aprovação, na terça-feira, na Câmara de Representantes, a lei conhecida como NICA (Lei de Investimento e Condicionalidade da Nicarágua) conclui um longo trânsito no Congresso americano, com algumas emendas, e está pronta para ser assinada pelo presidente Donald Trump.

A lei visa a condicionar os empréstimos que o governo nicaraguense pedir a instituições financeiras internacionais à aprovação dos Estados Unidos.

O outro componente da NICA se refere a sanções a pessoas vinculadas diretamente com o governo e que participaram de violações dos direitos humanos ou abusos de autoridade, explicou à AFP Manuel Orozco, especialista do centro de análise Diálogo Interamericano.

Segundo o FMI, a economia nicaraguense sofrerá uma contração de 4% em 2018, depois de ter registrado um crescimento de 4,9% em 2017.

"O objetivo da pressão internacional é que o governo se sente para negociar", avaliou Orozco, que explicou que as sanções muitas vezes têm impactos diferentes.

Os protestos antigovernamentais, que deixaram 320 mortos segundo grupos humanitários, e 198 segundo as autoridades, começaram em 18 de abril contra uma reforma fracassada na Previdência Social, e evoluíram para um movimento para pedir a saída de Ortega, um ex-guerrilheiro a quem seus críticos acusam de querer instalar uma ditadura junto com a esposa, Rosario Murillo.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.