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Argentina condena sanções à Venezuela e pede convivência democrática

Foto divulgada pela Presidência Argentina mostra o presidente Alberto Fernandez anunciando novas medidas contra o novo coronavírus, na residência presidencial de Olivos, Buenos Aires, Argentina, em 26 de junho de 2020. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 16. julho 2020 - 18:55
(AFP)

O presidente argentino Alberto Fernández reiterou nesta quinta-feira a rejeição de seu governo às sanções contra a Venezuela e pediu a convivência democrática no país do Caribe e o respeito pelos direitos "em qualquer lugar do mundo".

O presidente mencionou a declaração argentina apresentada em Genebra ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, após um relatório sobre a situação na Venezuela.

"A Argentina ratificou sua decisão de preservar os direitos humanos em qualquer esfera e governo" e expressou "preocupação com o bloqueio, porque é uma punição que o povo venezuelano não merece", disse Fernández à Rádio AM 750.

Na terça-feira, a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, estimou que a independência do sistema de justiça venezuelano foi prejudicada, contribuindo para a impunidade e a persistência de violações dos direitos humanos.

O presidente de centro-esquerda afirmou que a declaração da Argentina "diz o que sempre dissemos: preservar os direitos humanos em qualquer lugar do mundo, ser contra o bloqueio sofrido pela Venezuela e pedir aos venezuelanos que encontrem uma saída para a convivência democrática sem interferência de terceiros ".

"Não sou eu quem deve dizer aos venezuelanos o que eles devem fazer, nem eu, nem Trump (presidente dos EUA), nem ninguém", afirmou.

Ao contrário do governo anterior do liberal Mauricio Macri e de cinquenta países das Américas e da Europa, Fernández não reconhece o líder parlamentar Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela.

O presidente argentino lembrou que, embora veja "com preocupação coisas que acontecem não apenas na Venezuela, mas também no Equador e na Bolívia; isso não significa que apoiamos a ideia de que se deve intervir na Venezuela para fazer uma democracia na medida de outros".

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