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Manifestação contra a ofensiva israelense na Palestina, em Buenos Aires, em 25 de julho de 2014

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A Chancelaria argentina convocou nesta quarta-feira a embaixadora de Israel, Dorit Shavit, e exigiu garantias pela vida de um padre argentino que faz um trabalho assistencial com crianças e idosos na Faixa de Gaza.

Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores advertiu Israel que "o torna responsável pela integridade física do cidadão argentino e das pessoas assistidas pelo sacerdote" na Paróquia Sagrada Família, indicou em um comunicado.

"O agravamento da situação dessas pessoas terá sérias consequências nas relações bilaterais", indicou o ministério em Buenos Aires.

O padre Jorge Hernández e nove freiras auxiliam 30 crianças com deficiência e um grupo de nove idosos em Gaza, que está sendo bombardeada por Israel.

O chanceler argentino Héctor Timerman manifestou a Shavit que "o atual nível das relações diplomáticas deve se traduzir na solução imediata de situações como a do padre Jorge Hernández".

A postura argentina diante do conflito em Gaza tem sido duramente criticada pela comunidade judaica local, a maior da América Latina com cerca de 300.000 membros. Os judeus argentinos consideram que o governo de Cristina Kirchner trata da mesma forma o Estado de Israel e o Hamas, movimento radical palestino.

AFP