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Argentina tem passeatas contra a violência de gênero no Dia da Mulher

Mulher segura cartaz em protesto pela morte de Úrsula, assassinada por seu ex-marido, em protesto em frente ao Palácio da Justiça em Buenos Aires afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 08. março 2021 - 23:21
(AFP)

Milhares de mulheres se mobilizaram na Argentina nesta segunda-feira (8), Dia Internacional da Mulher, em repúdio à violência machista, enquanto o país enfrenta uma onda de feminicídios, com média de um por dia até agora este ano.

"Queremos ficar livres, vivas e sem medo", diziam cartazes carregados pelas manifestantes, que também exigiam uma "reforma judiciária feminista".

Mais de 60 mulheres foram vítimas de feminicídios desde o início de 2021 na Argentina.

Sob o lema "parem de nos matar", grupos políticos de esquerda, organizações sociais e sindicais se reuniram em Buenos Aires, com concentração em frente ao Parlamento argentino, e em todas as cidades do país.

A manifestação de Buenos Aires ficou, no entanto, menos lotada do que o normal, devido às restrições impostas pela pandemia da covid-19.

Em 2020, 295 femicídios foram cometidos no país, com média de cinco por semana e um a cada 29 horas, segundo o Observatório do Femicídios da Defensoria Pública da Nação (OFDPN). A isso se somam ainda as vítimas colaterais: 212 crianças que ficaram sem suas mães.

No primeiro 8 de março desde que a Argentina aprovou a legalização do aborto em dezembro do ano passado, dezenas de tweets se espalharam com a hashtag #NadaqueFestejar, #NiunaMenos (Nem uma a menos) e #8M. "Deseje-me feliz dia no dia em que não tiver que avisar que cheguei bem", dizia uma mensagem compartilhada nas redes.

O presidente Alberto Fernández pediu, por sua vez, a revisão da "reação institucional ao feminicídio, que é lenta ou inexistente", ao assinar nesta segunda um acordo com os governadores para promover políticas efetivas contra a violência de gênero.

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