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Astronauta dos EUA prevê encontrar cenário "surrealista" ao voltar à Terra

Jessica Meir em 25 de setembro 2019 antes de decolar para a ISS do Cazaquistão afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. abril 2020 - 20:12
(AFP)

A astronauta americana Jessica Meir encontrará um planeta transformado na próxima semana, quando retornar à Terra depois de quase sete meses a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS).

Meir trocará um confinamento por outro. "É bastante surreal ver o que está acontecendo no planeta abaixo de nós", disse a astronauta de 42 anos nesta sexta-feira durante uma conversa por telefone ao vivo com jornalistas da ISS, junto com seus colegas de equipe Andrew Morgan e Chris Cassidy.

"A Terra sempre parece tão deslumbrante daqui que é difícil acreditar em todas as mudanças que aconteceram desde que chegamos".

Os astronautas são profissionais de isolamento: geralmente passam seis meses ou mais confinados à estação.

Jessica Meir chegou em setembro. Mas seu confinamento é desejado, ao contrário daqueles que são forçados a se trancarem em suas casas devido ao novo coronavírus.

Ela e seus colegas até percebem isso como uma conquista, o produto de anos de treinamento.

Os dias dos astronautas são altamente regulamentados. Eles não têm problemas com os cuidados com as crianças ou com os suprimentos (um aparelho os fornece regularmente com mantimentos).

"Temo me sentir mais isolada na Terra do que aqui", Jessica admite. "Temos uma rotina aqui, estamos muito ocupados fazendo muitas coisas incríveis e temos essa visão incrível da Terra".

O conselho dos astronautas para que o confinamento seja bem-sucedido é simples e começa com o respeito a uma rotina muito precisa. "Temos um programa e o seguimos à risca", disse Andrew Morgan, 44 anos, que chegou à ISS em julho de 2019. "Exercício, higiene pessoal, sono - tudo está planejado", disse. "Seguir horários é muito importante".

A outra regra básica é "ser um bom companheiro de equipe". "Estamos constantemente pensando em como nossas ações afetam os outros", disse este médico de emergência recrutado há sete anos pela Nasa.

Talvez esse seja o lado positivo da pandemia: famílias e amigos se unindo, conversando com mais frequência, prestando mais atenção um ao outro.

"Talvez nós aprendamos a nos tratar com mais humanidade", disse Morgan.

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