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Avião sem piloto israelense sobrevoa fronteira entre Israel e Líbano em 21 de abril de 2014

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Sete combatentes palestinos morreram e dois eram considerados desaparecidos após ataques aéreos israelenses na madrugada de domingo para segunda-feira na Faixa de Gaza, anunciaram os serviços de emergência dos territórios palestinos.

O balanço também foi anunciado pelas Brigadas Ezzedine al-Qassam, braço armado do Hamas.

Ao mesmo tempo, as manifestações violentas prosseguiram ao norte de Israel e 110 pessoas foram detidas, segundo a polícia israelense.

A partir da meia-noite, 12 foguetes caíram ao sul de Israel e um deles deixou um soldado levemente ferido, além de ter provocado danos materiais.

Na região norte de Israel voltaram a ser registrados episódios de violência durante a noite, depois do anúncio de que o motivo do assassinato do jovem palestino que foi queimado vivo na semana passada em Jerusalém poderia ser político. A polícia prendeu seis jovens extremistas judeus no domingo por este caso.

"Cento e dez pessoas foram detidas durante a noite por perturbação da ordem pública, uso de pedras, destruição do mobiliário urbano e ataques contra as forças de segurança", disse à AFP Luba Samri, porta-voz da polícia, principalmente no "Triângulo", o nome da região da Galileia com cidades de maioria árabe.

Os protestos aconteceram especialmente em Nahf e Nazaré, onde, segundo a polícia, os manifestantes encapuzados incendiaram pneus e bloquearam várias ruas.

Também foram registrados incidentes no sul de Israel e na região de Beersheva, a capital de Naguev, que tem uma importante comunidade beduína e onde foram detidos 12 manifestantes.

Em Hadera (norte de Israel), centenas de pessoas participaram em um protesto contra o racismo no domingo à noite. A passeata encontrou uma manifestação de extrema-direita e a polícia entrou no meio para dispersar os dois lados. Quarenta e cinco pessoas foram detidas.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu ligou nesta segunda-feira para o pai do adolescente palestino assassinado na semana passada, supostamente por extremistas judeus, para expressar os pêsames.

"Quero expressar minha indignação e a dos cidadãos de Israel pelo assassinato condenável de seu filho", disse Netanyahu, segundo um comunicado.

Mohamad Abu Khdeir, de 16 anos, foi sequestrado em 2 de julho em Shuafat, bairro de Jerusalém Oriental, ocupado e anexado por Israel.

O corpo do jovem, completamente carbonizado, foi encontrado poucas horas depois perto de um bosque na zona oeste da cidade. De acordo com os primeiros relatórios da autopsia, Abu Khdeir foi queimado vivo.

AFP