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Austrália culpa 'agente estatal' por ataque de hackers ao Parlamento

A Austrália acusou nesta segunda-feira um 'agente estatal sofisticado' pelo ataque de hackers ao Parlamento e a vários partidos políticos há 10 dias afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 18. fevereiro 2019 - 12:19
(AFP)

A Austrália acusou nesta segunda-feira "um agente estatal sofisticado" pelo ataque de hackers ao Parlamento e a vários partidos políticos há 10 dias.

"Nossos especialistas acreditam que agente estatal sofisticado é responsável por este ato maligno", disse o primeiro-ministro Scott Morrison aos deputados, usou um termo habitual para fazer referência a outro país, mas sem citar qualquer nome.

O ataque, revelou o premier, não afetou apenas o Parlamento, como foi anunciado inicialmente.

"Percebemos que também foram afetadas as redes de alguns partidos, o Liberal, o Trabalhista e os Nacionais", disse.

"Nossas agências de segurança detectaram esta atividade e atuaram de maneira decisiva para enfrentá-la. Estão protegendo estes sistemas e protegendo os usuários".

As autoridades australianas anunciaram há 10 dias um "incidente de segurança na rede parlamentar de computadores", o que obrigou os usuários, incluindo o primeiro-ministro e o gabinete, a mudar as senhas e adotar outras medidas de segurança.

As especulações sobre quem poderia estar por trás do ataque se concentraram na China, mas o governo não citou Pequim.

Os australianos devem comparecer às urnas em maio, mas o primeiro-ministro afirmou que "não há evidência de interferência eleitoral".

"Nós implementamos uma série de medidas para garantir a integridade de nosso sistema eleitoral", disse Morrison.

Fergus Hanson, analista de segurança cibernética do Instituto de Política Estratégica Australiana, afirmou que é "muito cedo" para apontar alguém, mas que só existem um ou dois países capazes de executar o ataque virtual.

Para o analista, a China "está no topo" da lista de possíveis suspeitos, mas não descartaria a Rússia.

Pequim e Canberra enfrentam discussões sobre o acesso a recursos naturais, por reivindicações sobre limites marítimos e pelo papel das empresas de tecnologia chinesas que recebem apoio estatal.

As relações ficaram ainda mais tensas recentemente com a decisão de excluir a empresa chinesa Huawei do desenvolvimento da rede 5G australiana e a expulsão de Huang Xian, um bilionário chinês que financiou partidos políticos australianos.

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