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Autoridades transferem detentos após rebelião em presídio no Pará

Presos são transferidos após a rebelião em Altamira afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 30. julho 2019 - 21:48
(AFP)

Ao menos 46 presos estão sendo transferidos para outras prisões, após um confronto violento estre facções rivais em um presídio do Pará, que deixou 57 mortos ontem, informaram autoridades nesta terça-feira.

Os detentos, entre eles 16 líderes suspeitos de comandar o motim, estão sendo levados em ônibus ou avião a outros presídios, alguns de segurança máxima, em Belém, capital do Pará, indicou à AFP um funcionário penitenciário do governo do estado.

A disputa entre facções rivais do narcotráfico no Centro de Recuperação Regional de Altamira também deixou 16 vítimas decapitadas, mas a maioria morreu por asfixia após um incêndio provocado pelos presos que atingiu algumas celas.

O massacre foi o segundo episódio sangrento registrado nos dois últimos meses no sistema penitenciário do Brasil, com altos níveis de violência e superlotação.

As autoridades retiraram a maioria dos corpos do presídio de Altamira e as operações de limpeza continuam em andamento, indicou a mesma fonte.

O governo do Pará apoiará economicamente as famílias das vítimas para que possam enterrar seus parentes, acrescentou.

A cada ano centenas de presos são assassinados nas prisões brasileiras, a maior parte deles durante confrontos entre facções rivais que lutam pelo controle de um dos maiores mercados de cocaína e das rotas do narcotráfico, segundo especialistas.

O motim de segunda-feira é um dos mais violentos da história do país. O massacre envolveu membros do Comando Classe A e do Comando Vermelho, indicaram as autoridades.

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