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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, é visto em 8 de julho de 2014

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A avaliação latino-americana do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, subiu em 2013 para 6,5 em uma escala até 10, em comparação aos 6,3 em 2010 e 2011. Já o Papa é melhor avaliado, com 7,5, segundo pesquisa do Barômetro Latino difundida nesta quarta-feira, em Santiago.

Obama atinge sua melhor pontuação nos países centro-americanos (8,1 na República Dominicana, 7,4 na Costa Rica e 7,2 no Panamá. Também ganha destaque o 7 no Brasil, enquanto Argentina (5,7), Bolívia (5,6) e Venezuela(5,4) registram notas mais baixas. No Chile, a nota do presidente americano ficou em 6,2.

Por outro lado, o papa Francisco atingiu a nota de 8,5 na escala até 10 na Argentina e no Paraguai, e 8 na Colômbia. Suas avaliações mais baixas aconteceram no Chile (6,7) e na Bolívia (6,9).

O resultado sobre a avaliação desses dois líderes foi feita em uma pesquisa de opinião em 18 países latino-americanos, onde também se perguntou a respeito da imagem das democracias na América Latina e no mundo.

Os latino-americanos avaliaram que os Estados Unidos são a melhor democracia (6,9), seguidos pela Espanha (6,3), não muito distante da média atingida pela democracia na região (6,2), enquanto a China recebe 5,3, o que enseja uma análise curiosa, de acordo com o informe.

"Entre a democracia dos EUA e da China há somente 1,3 ponto de distância em 10 pontos. A democracia na América Latina, para os latino-americanos, é muito parecida à dos EUA", considerando que se situa a apenas 0,7 ponto de distância, continua.

No que diz respeito às próprias democracias, o país que melhor se autoavalia é o Uruguai, com 7,6, seguido de Venezuela, com 7, Nicarágua, com 6,4. A Guatemala teve a nota mais baixa na autoavaliação, 5,4.

Estas avaliações indicam qual é a imagem que os latino-americanos têm da democracia em seus próprios países e em outros, e diferem do que avaliam os especialistas em ciência política e sociologia.

Para os cidadãos, a imagem da democracia "está ligada aos vaivéns da economia, ao desempenho dos governos e aos avanços dos povos na luta contra a desigualdade, muito mais que o estado de direito, a separação dos poderes ou o funcionamento das instituições", afirma o informe.

"A democracia das instituições não é o que se avalia ao responder esta pregunta, mas, sim, o grau de inclusão social dos povos".

A pesquisa foi realizada com 20.204 cidadãos de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

A margem de erro se situa entre 2,8 e 3,5%.

AFP