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Aviões da FAB seguem rumo à China para repatriar brasileiros

Os ministros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva (e), e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, falam à imprensa durante coletiva sobre a operação de evacuação de cidadãos brasileiros de Wuhan, região afetada pelo novo coronavírus na China, no Palácio do Planalto, em Brasília, 4 de fevereiro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 05. fevereiro 2020 - 19:00
(AFP)

Dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) seguiram nesta quarta-feira (5) em direção a Wuhan, epicentro do novo coronavírus, com a missão de repatriar mais de 30 brasileiros confinados naquela cidade chinesa por causa da emergência sanitária.

As aeronaves Embraer 190, cada uma capaz de transportar 36 passageiros, decolaram de Brasília por volta das 12h20, com equipes médicas a bordo, além de 12 militares e especialistas do Ministério da Saúde.

Calcula-se que cerca de 50 brasileiros estejam em Wuhan, situada no centro da China. Até a manhã desta quarta-feira havia 34 candidatos à repatriação, entre eles sete crianças e quatro casais. O número pode aumentar.

Os aviões, usados para viagens do presidente Jair Bolsonaro, farão escala em Fortaleza, Las Palmas (Espanha), Varsóvia (Polônia) e, por último, na cidade chinesa de Urumqui. O retorno terá as mesmas escalas e está previsto para o próximo sábado. O pouso será na base de Anápolis, a cerca de duas horas de carro de Brasília.

Os candidatos à repatriação terão que passar por uma avaliação médica antes de embarcar nos aviões e, caso tenham diagnosticada infecção por coronavírus, terão negada a opção, advertiu o ministério da Saúde.

Quando chegarem ao Brasil, os repatriados terão que passar por uma quarentena de 18 dias na base militar de Anápolis, assim como os 11 tripulantes de cada aeronave e a missão médica que participa da operação.

Os ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, visitarão as instalações de Anápolis na sexta.

O Senado aprovou nesta quarta o projeto de lei, aprovado pela Câmara dos Deputados na véspera, que prevê o isolamento de eventuais infectados pelo vírus, exames obrigatórios e tratamentos médicos específivos, bem como a autorização para contratar serviços e insumos sem a necessidade de licitação.

O governo evocou na semana passada a existência de alguns obstáculos para realizar a repatriação, mas acabou tomando uma decisão favorável no domingo, depois que um grupo de brasileiros radicados em Wuhan publicou um vídeo no YouTube pedindo ajuda do presidente Jair Bolsonaro e do chanceler, Ernesto Araújo, para voltar ao país.

Na terça-feira, o Brasil elevou o nível da emergência sanitária, embora o país não tenha registrado até o momento nenhum caso confirmado do novo coronavírus. Onze pessoas se encontram em observação e 21 casos foram descartados.

O coronavírus provocou até o momento a morte de 490 personas, quase todas em Wuhan, e infectou 24.300.

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