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Bactéria sobreviveu por três anos no espaço

Resplandor da atmosfera da Terra, em imagem da NASA, de 5 de janeiro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 26. agosto 2020 - 14:14
(AFP)

Uma bactéria sobreviveu por três anos no espaço, durante um estudo realizado a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), o que sugere que formas de vida simples podem viajar de um planeta para outro - indicaram cientistas japoneses nesta quarta-feira (26).

Essa descoberta corrobora a teoria da panspermia, segundo a qual microrganismos poderiam transportar vida entre planetas, explicam os autores do estudo.

Para testar essa hipótese, os pesquisadores japoneses depositaram uma bactéria, a "Deinococcus radiodurans", fora da ISS, a uma altitude de 400 quilômetros.

Apesar de um ambiente extremo, com forte exposição aos raios ultravioleta e amplas faixas de temperatura, a bactéria sobreviveu três anos.

"Eu sabia que sobreviveria, após vários estudos de laboratório, mas quando voltou com vida, me senti aliviado", disse à AFP o autor do estudo, Akihiko Yamagishi, professor emérito da Universidade de Farmácia e Ciências da Vida de Tóquio.

"Todo mundo acredita que a origem da vida se encontra na Terra, mas novas descobertas indicam que a vida também pode ter começado em outros planetas", acrescentou o professor.

As bactérias podem ter feito sua jornada para a Terra em uma rocha ejetada de Marte por uma colisão, em uma época em que uma forma simples de vida microbiana teria existido no Planeta Vermelho.

A universidade e sua equipe, cujo estudo foi publicado pela revista Frontiers in Microbiology, esperam fazer outros trabalhos semelhantes, nos quais exponham as bactérias a radiações ainda maiores.

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