Navigation

Bactérias em hospitais são cada vez mais resistentes aos desinfetantes

Algumas superbactérias dos hospitais estão tornando-se cada vez mais resistentes aos desinfetantes à base de álcool que estão presentes nos produtos para higienização das mãos, o que permite que as infecções aumentem, apontou um estudo australiano afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 02. agosto 2018 - 00:17
(AFP)

Algumas superbactérias dos hospitais estão tornando-se cada vez mais resistentes aos desinfetantes à base de álcool que estão presentes nos produtos para higienização das mãos, o que permite que as infecções aumentem, apontou um estudo australiano nesta quarta-feira.

As loções e géis que contêm desinfetantes à base de álcool isopropílico e etílico são amplamente utilizados no mundo, e ajudaram a reduzir drasticamente um tipo de bactéria chamada Staphylococcus aureus resistente à meticilina (SARM).

Mas os pesquisadores notaram um aumento de outro tipo de bactéria que vive no intestino, chamada Enterococcus faecium, que pode ser transmitida através de cateteres e respiradores em um ambiente de atendimento médico.

"As infecções de E. faecium resistentes aos medicamentos aumentaram apesar do uso de desinfetantes com álcool, e atualmente representam uma das principais causas de infecções adquiridas nos hospitais", disse o relatório na revista Science Translational Medicine.

Os enterococos representam aproximadamente um de cada 10 casos de infecções bacterianas no mundo, e são a quarta e a quinta causa de sepse na América do Norte e Europa, respectivamente, segundo a informação de apoio do artigo.

Acredita-se que o E. faecium em particular causa um terço das infecções por enterococos na Austrália, 90% dos quais são resistentes ao antibiótico ampicilina, e 50% também são resistentes à vancomicina.

Para compreender melhor as razões da propagação desta bactéria, os pesquisadores analisaram amostras de bactérias tomadas de dois hospitais em Melbourne, Austrália, de 1997 a 2015.

"Os isolados coletados depois de 2009 foram em média mais tolerantes ao álcool em comparação com as bactérias retiradas antes de 2004", disse a pesquisa.

São necessários mais estudos para confirmar se estas bactérias são cada vez mais resistentes aos desinfetantes em outros hospitais no mundo.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.