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Mina de carvão de Garzweiler, Alemanha, é vista em 5 de agosto de 2013

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Berlim quer proibir a exploração de gás de xisto pelo menos até 2021 e controlar mais estreitamente o recurso da fratura hidráulica, ou "fracking", segundo projeto de dois ministros do governo da chanceler alemã, Angela Merkel, do qual a AFP teve conhecimento nesta sexta-feira.

"Os projetos de fratura para explorar o gás de xisto (...) além dos 3.000 metros de profundidade serão proibidos", explicam em um documento datado desta sexta-feira o ministro da Economia e Energia, Sigmar Gabriel, e sua colega do Meio Ambiente, Barbara Hendricks.

A carta se destina aos deputados do seu Partido Social-democrata (SPD) e detalha os principais pontos de uma futura lei sobre o assunto.

Na Alemanha, há muita desconfiança sobre a fratura hidráulica, que permite a extração do gás preso na rocha. Os críticos desse procedimento apontam a contaminação que os produtos químicos empregados podem causar ao lençol freático.

Os dois ministros afirmam que "levam muito a sério a preocupação da população" e deixam claro que "a proteção da saúde e da água potável tem prioridade absoluta".

Espera-se que em 2021 os legisladores examinem novamente a questão, à luz de um novo informe que analise com mais conhecimento de causa os efeitos dessa técnica no meio ambiente.

Já a fratura hidráulica para a extração do gás natural convencional, que se pratica na Alemanha desde os anos 1960, será "em princípio possível", mas com "normas suplementares", que abrangem em particular as características dos produtos utilizados.

Na realidade, todos os projetos de fractura convencional estão em ponto morto na Alemanha, sem qualquer autorização nos últimos anos.

A indústria alemã, a começar pela química, defende que se dê uma chance ao gás de xisto, pois acredita que, assim como os Estados Unidos, permitiria reduzir os custos energéticos - os mais altos da Europa.

"Temos gás de xisto suficiente para garantir 100% do abastecimento energético da Alemanha durante dez anos e, provavelmente, durante muito mais tempo", e "levamos 40 anos de fratura sem um único incidente", disse nesta quinta-feira, em Berlim, o diretor do grupo químico BASF, Kurt Bock, condenando um debate "baseado no medo".

AFP