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Biden pede ação do Congresso para evitar atrasos em vacinas

O presidente eleito dos EUA, Joe Biden, discursa antes de anunciar sua equipe responsável por lidar com a pandemia de covid-19, em Wilmington, Delaware, em 8 de dezembro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 08. dezembro 2020 - 23:21
(AFP)

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, advertiu nesta terça-feira (8) que, se o Congresso não chegar rapidamente a um acordo financeiro para combater a pandemia, a campanha de vacinação contra o novo coronavírus poderá desacelerar ou até parar.

"Sem uma ação urgente do Congresso este mês, (...) existe uma possibilidade real de que após uma campanha inicial de vacinação, estes esforços desacelerem e parem", disse o democrata a jornalistas.

Biden, de 78 anos, fez as declarações ao apresentar seu futuro secretário da Saúde, o hispânico Xavier Becerra, e a equipe que ficará encarregada do combate à pandemia quando ele substituir Donald Trump na Casa Branca, em 20 de janeiro.

O presidente eleito prometeu seguir três principais eixos para enfrentar a pandemia após assumir o cargo, determinados em consulta com o renomado especialista em doenças infecciosas Dr. Anthony Fauci, que será seu principal assessor na crise de saúde.

Em seus 100 primeiros dias de governo, Biden disse que exigirá o uso de máscaras nos locais sobre os quais tem autoridade - prédios federais, trens, aviões e ônibus interestaduais - ao mesmo tempo em que pressiona governadores e prefeitos a fazer o mesmo.

Afirmou ainda que prevê a inoculação de 100 milhões de vacinas, prometendo "a campanha de vacinação mais eficaz da história dos Estados Unidos".

A equipe de Trump planeja vacinar 100 milhões de pessoas até março de 2021, o que representa 200 milhões de doses.

A terceira meta de Biden em seus primeiros 100 dias será o retorno das crianças à escola, algo que ele considera uma "prioridade nacional". Também nesta questão, a ajuda financeira do Congresso será crucial.

Se confirmado pelo Senado, Becerra, 62, atual procurador-geral da Califórnia, se tornará a primeira pessoa de origem latina a chefiar o Departamento de Saúde.

Como membro da Câmara dos Representantes de 1993 a 2017, este advogado, filho de imigrantes mexicanos, defendeu vigorosamente a reforma de saúde do governo Barack Obama, o chamado "Obamacare", e liderou sua defesa na Suprema Corte no mês passado.

Becerra dividia no palco com Biden em Wilmington, no estado de Delaware, junto com outros membros da futura equipe de saúde.

O popular Fauci participou por videoconferência. Atual membro da célula de crise de saúde criada pela administração Trump, o epidemiologista manterá sua posição como diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID).

Apesar de meses de negociações, republicanos e democratas ainda não chegaram a um acordo sobre um novo plano integral para combater a pandemia. Os líderes do Congresso esperam votar as medidas no fim da semana que vem, mas o consenso parece distante.

"Continuo achando que temos que apoiar o que acordamos", disse hoje o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, ao propor que cada partido abandone as grandes demandas que impediram um avanço até o momento. Por parte dos republicanos, trata-se da proteção das empresas frente a determinadas demandas relacionadas à Covid-19. Do lado democrata, da ajuda aos estados e comunidades locais. O líder da minoria democrata, Chuck Schumer, afirmou, no entanto, que isso não irá acontecer.

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