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Bill Gates, em Paris, no dia 26 de junho de 2015

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O filantropo bilionário Bill Gates, que investe milhões de dólares na pesquisa de um medicamento contra a aids, expressou em Paris na sexta-feira a esperança de que uma vacina irá surgir na próxima década.

"A primeira prioridade é, sem dúvida, uma vacina. Se tivéssemos uma vacina que pudesse proteger as pessoas, poderíamos conter a epidemia", afirmou Gates nos bastidores do show de abertura do Solidays, um festival de música organizado pela associação Solidarité Sida, que ele apoia.

Cerca de 35 milhões de pessoas vivem atualmente infectadas com o vírus que destrói o sistema imunológico, principalmente nos países pobres.

O desenvolvimento de uma vacina está demorando mais que o esperado e tem sido marcado por muitas decepções, afirmou o fundador da Microsoft.

Sua fundação, a Bill e Melinda Gates, gasta a cada ano cerca de 400 milhões de dólares em busca de um medicamento contra a aids, disse ele à imprensa, garantindo que continuará a fazê-lo no futuro próximo.

O desenvolvimento de "uma vacina é um trabalho grande de financiamento para a nossa fundação. Mas, mesmo no melhor dos casos (isso vai acontecer) em cinco anos, talvez dez", disse em uma conversa com jovens. "Vai continuar a existir um grande número de pessoas infectadas".

Por agora, encontrar uma cura para a aids ainda não parece realista, continuou Bill Gates.

Ele espera que nos próximos 15 anos as vacinas erradicarão a poliomielite e porão fim à expansão do HIV e malária.

Atualmente, coquetéis antirretrovirais, inventados nos anos 1990, são a única maneira de combater o vírus da aids.

A busca por uma vacina tem sido um dos episódios mais frustrantes da história da aids.]

Em fevereiro, uma equipe dos Estados Unidos anunciou o desenvolvimento de uma substância anti-aids, que pode ser comparada a uma vacina terapêutica, chamada eCD4-Ig, que se provou eficaz por vários meses contra o HIV em macacos.

AFP