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Boeing adia voo de teste não tripulado à ISS

Esta foto da NASA mostra o foguete Atlas V da A United Launch Alliance com a nave CST-100 Starliner da Boeing no topo afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 03. agosto 2021 - 14:45
(AFP)

A Boeing anunciou o cancelamento de um voo não tripulado e de sua cápsula Starliner para a Estação Espacial Internacional (ISS), adiando um teste importante, que tentou pela última vez em 2019.

A espaçonave estava programada para ser lançada em um foguete Atlas V da United Launch Alliance (ULA) da Base Espacial do Cabo Canaveral, Flórida, na primeira hora desta tarde.

"Confirmamos que o lançamento de hoje do #Starliner Orbital Flight Test-2 foi cancelado", tuitou a Boeing Space.

Um comunicado da Nasa disse que o cancelamento ocorreu "devido a indicações inesperadas da posição das válvulas no sistema de propulsão do Starliner".

A próxima oportunidade de lançamento é nesta quarta-feira às 12h57 locais (13h57 no horário de Brasília), caso o problema detectado seja resolvido.

"Estamos decepcionados com o resultado de hoje e por termos que reagendar o lançamento", declarou o diretor do programa de tripulação comercial da Boeing, John Vollmer. "A Boeing e a Nasa levarão o tempo necessário para assegurar a segurança e integridade da espaçonave e a realização dos objetivos de nossa missão", acrescentou.

O voo de teste estava previsto para acontecer na sexta-feira passada, mas teve que ser reprogramado, depois que um módulo cientifico russo inadvertidamente ligou seus propulsores ao atracar na ISS, fazendo com que ela desviasse.

Depois que a Nasa encerrou o programa do ônibus espacial em 2011, ela fechou contratos multimilionários com a Boeing e a SpaceX para fornecer a seus astronautas serviços de transporte para a estação espacial e dispensar a espaçonave russa Soyuz, da qual passaram a depender desde então.

O programa da SpaceX foi mais rápido, já tendo conduzido três missões tripuladas. Já o programa da Boeing ficou para trás.

Durante um primeiro voo de teste não tripulado, em dezembro de 2019, a cápsula Starliner passou por falhas de software que causaram problemas na forma como disparava seus propulsores.

Como resultado, o Starliner não tinha combustível suficiente para chegar à ISS e teve que retornar à Terra prematuramente. Uma investigação subsequente mostrou que esteve perto de sofrer um mau funcionamento calamitoso de voo ao reentrar na atmosfera também.

Mais tarde, a Nasa chamou a missão de "escapada por um triz de alta visibilidade", uma designação incomum reservada para quase-catástrofes.

Steve Stich, diretor do programa de tripulação comercial da Nasa, disse a repórteres na semana passada que desta vez estava confiante.

"Queremos que corra bem, esperamos que corra bem e fizemos todos os preparativos possíveis", afirmou.

"O Starliner é um ótimo veículo, mas sabemos o quão difícil é, e também é um voo de teste e eu absolutamente espero que possamos aprender".

A espaçonave carregará mais de 180 quilos de suprimentos para a tripulação da ISS e voará para a Terra com quase 250 quilos de carga, incluindo tanques de ar, para pousar no deserto dos Estados Unidos ao final de sua missão.

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