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Bolívia amplia quarentena por coronavírus até 30 de abril

Um funcionário checa a temperatura de uma compradora em um mercado em La Paz afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 14. abril 2020 - 23:19
(AFP)

O governo da Bolívia ampliou nesta terça-feira (14) até o dia 30 de abril a quarentena nacional por causa do novo coronavírus, vigente desde 22 de março com o fechamento de fronteiras e restrições para a população sair às ruas.

"Por recomendação do comitê científico que me assessora, a quarentena continua até o dia 30 de abril", afirmou a presidente interina, Jeanine Áñez, em uma coletiva de imprensa. Inicialmente, a medida valeria até a quarta-feira.

A quarentena, que começou progressivamente com um toque de recolher noturno no último 17 de março e com o horário de trabalho limitado a cinco horas, tornou-se mais drástica cinco dias depois, com um fechamento total obrigatório.

Apesar das medidas de precaução, a pandemia já infectou 354 pessoas no país e matou outras 28, com uma taxa de mortalidade de 7,91%.

As projeções das autoridades de saúde, como o vice-ministro da Saúde, Luis Larrea, estabelecem que o pico mais alto do coronavírus poderá acontecer nos próximos doze dias.

O governo decidiu militarizar a cidade oriental de Santa Cruz (leste), que concentra a maioria das pessoas afetadas pelo vírus (177 infectadas e 10 mortes).

Enquanto patrulhas militares vigiavam a cidade por via aérea e terrestre, o município local viabilizava mercados de suprimentos móveis e a polícia buscava prender pessoas que estavam em circulação ou transitando em veículos, violando as regras.

Por outro lado, a cidade andina de Oruro (sul de La Paz), com cerca de 302.000 habitantes, sofre com muitos casos. Até o último final de semana, estava há 22 dias sem contágios, enquanto nas últimas 24 horas os infectados subiram de 14 para 27.

O presidente anunciou que em uma semana o governo avaliará "se é possível relaxar e afrouxar um pouco as regras da quarentena em certas partes do país e em certos setores da economia".

Fornecedores do setor do varejo, pequenas empresas e desempregados foram os mais atingidos pela quarentena. Diante dessa situação, Áñez anunciou que um auxílio equivalente a US$ 71,8, que será pago a todas as pessoas que não tiverem renda.

Dois auxílios financeiros de quantias semelhantes estão em vigor há duas semanas, um para idosos, grávidas e pessoas com deficiência e outro para pais com filhos em escolas públicas.

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