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Bolívia diz que relatório eleitoral da OEA carece de 'equanimidade'

(Arquivo) O Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) divulgou na noite de domingo resultados preliminares com mais de 80% das atas apuradas que indicavam um segundo turno em 15 de dezembro entre Morales e Mesa afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 24. outubro 2019 - 23:01
(AFP)

O relatório dos observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre as eleições presidenciais na Bolívia carece de "equanimidade", disse nesta quinta-feira (24) o chanceler boliviano, Diego Pary, ao comparecer em Washington diante do conselho permanente do bloco regional.

"O relatório emitido não recolhe a informação com equanimidade que corresponde a uma missão dessa natureza", declarou Pary, depois que os observadores da OEA pediram na quarta-feira um segundo turno na Bolívia para decidir a disputa entre o presidente Evo Morales e seu principal adversário, Carlos Mesa.

Pary disse que o relatório da missão eleitoral da OEA se baseia em dados de um sistema projetado para emitir resultados preliminares.

"Não tem caráter vinculante e tem o único propósito de oferecer informação prévia ao cômputo definitivo", enfatizou.

O Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) divulgou na noite de domingo resultados preliminares com mais de 80% das atas apuradas que indicavam um segundo turno em 15 de dezembro entre Morales e Mesa. Mas 24 horas depois, apresentou dados que davam a Morales uma vitória no primeiro turno.

Pary explicou que essa nova tendência incorporou votos das províncias mais afastadas, computados mais tarde por razões geográficas e de menor acesso à tecnologia, ressaltando que desde 2005 o eleitorado rural sempre foi "favorável" a Morales.

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