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Bolívia pede a ONU, UE e OEA ações para evitar 'autoritarismo' do próximo governo

(Arquivo) A chanceler da Bolívia, Karen Longaric afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 30. outubro 2020 - 02:15
(AFP)

O governo da Bolívia solicitou nesta quinta-feira a Nações Unidas (ONU), União Europeia (UE) e Organização de Estados Americanos (OEA) que compareçam ao país a fim de observar e evitar "práticas autoritárias" do próximo governo, do esquerdista Luis Arce, alegando temer "uma nova crise política".

A chanceler Karen Longaric enviou notas aos chefes das três organizações internacionais para que considerem o envio de representantes especiais "com o objetivo de observar a atual transição" para o governo do presidente eleito. Segundo ela, o objetivo dessa observação é "prevenir o desenvolvimento de práticas autoritárias que favoreçam uma nova crise política, social e democrática na Bolívia".

Karen enumerou vários fatos que, para ela, constituem atos contrários à democracia, como a decisão do Parlamento, controlado pelo Movimento ao Socialismo (MAS), partido de Arce, de reduzir o quórum legislativo para aprovar as promoções a general nas Forças Armadas e na Polícia e a nomeação de embaixadores.

A chanceler também denunciou a suspensão na Justiça da ordem de prisão por suspeita de crimes de terrorismo contra Morales, responsabilizado por ter coordenado o bloqueio de alimentos às cidades durante a convulsão de outubro e novembro de 2019. Segundo ela, "o MAS mostra sinais inequívocos de não estar disposto a se submeter às normas democráticas".

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