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Bolívia registra 'escalada rápida' da pandemia em La Paz e Cochabamba

Trabalhadores de saúde carregam o caixão de um idoso, vítima de COVID-19, falecida em um asilo em Cochabamba, Bolívia, 20 de julho de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 20. julho 2020 - 23:58
(AFP)

A pandemia do novo coronavírus está em "uma escalada muito rápida" em La Paz e Cochabamba, no oeste da Bolívia, após castigar Santa Cruz, no leste do país, desde março, advertiram especialistas nesta segunda-feira (20).

Motor econômico da Bolívia, Santa Cruz acumula metade dos 59.582 contagiados de todo o país, enquanto a região amazônica de Beni, que foi foco especialmente em maio e junho, estacionou em 5.000 infectados.

Inversamente, La Paz (9.655 casos) e Cochabamba (6.406) mostrou durante a última semana uma tendência ascendente no boletim epidemiológico oficial.

"Os casos estão dobrando a cada semana, a cada dia, com um período mais curto" no país, mas "primordialmente nos departamentos de Laz Paz e Cochabamba", disse o chefe nacional de Epidemiologia, Virgilio Prieto, à agência oficial ABI.

A pandemia "vai se agravando muito mais ainda no oeste porque vemos uma escalada muito rápida", destacou Prieto, que condenou a desobediência civil recorrente às regras que regem a quarentena flexível em vigor no país.

Apesar das proibições, em muitos lugares as pessoas continuam se aglomerando em mercados, bancos e pontos de transporte público.

"Vemos a tendência de casos no departamento de La Paz e estamos em plena escalada", disse o diretor-técnico do serviço regional de saúde, Ramiro Narváez, que previu que uma "duplicação de casos poderia ocorrer em um período de 14 dias".

Enquanto isso, as pessoas continuam reclamando pela falta de atendimento hospitalar, que estão com suas emergências saturadas. Segundo testemunhos nas redes sociais, há doentes morrendo em casa ou nas portas dos centros de saúde.

Nos últimos quatro dias em que La Paz esteve em confinamento estrito, a polícia recolheu cerca de 90 cadáveres nas ruas e casas, muitos suspeitos de ter o vírus, segundo o diretor da força policial contra o crime (FELCC), coronel Iván Rojas.

"Se falarmos de 24 casos na sexta-feira, o pessoal de servidores públicos da FELCC praticamente está realizando um levantamento (de um cadáver) por hora", disse Rojas.

Com 11 milhões de habitantes, a Bolívia beira os 60.000 infectados pelo coronavírus e acumula 2.151 mortos, quase o dobro do encerramento do mês de junho, quando os contágios eram 33.219 e os óbitos, 1.123.

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