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Bolívia repatria 480 cidadãos retidos no Chile e os põe em quarentena

Bolivianos retidos em Huara, Chile, 1º de abril de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 04. abril 2020 - 17:42
(AFP)

A Bolívia repatriou neste sábado (4) 480 cidadãos que ficaram retidos quase uma semana no Chile e os instalou em um acampamento na área fronteiriça de Pisiga, onde vão cumprir uma quarentena, supervisionada por organismos internacionais e vigiada pelo Exército.

"Fizemos uma grande mudança. Decidiu-se pela vinda de 100% das pessoas e não só de 300 (como se anunciou inicialmente). Temos que ter uma barreira de saúde em Pisiga, 14 dias de quarentena e (depois) que vão tranquilos aos seus locais de origem", declarou à imprensa o ministro da Defesa, Luis Fernando López.

Os bolivianos repatriados chegaram de ônibus na fronteira, onde fizeram trâmites migratórios e passaram por controles de biossegurança, depois que suas bagagens foram desinfectadas.

O ministro detalhou que o acampamento "Tata" Santiago, instalado nesta localidade fronteiriça, é de "primeiro nível", pois é equipado com barracas térmicas, cozinhas, serviços sanitários, consultório de saúde e laboratórios para testes para a COVID-19.

Na última hora de sexta-feira mudou-se a localização do acampamento para protegê-lo melhor dos fortes ventos que correm nesta região do altiplano andino, a 3.700 metros de altitude, e que provocam queda de temperatura a níveis abaixo de zero.

López informou, ainda, que a administração do acampamento ficará a cargo de organismos internacionais, segundo o estabelecido por protocolos correspondentes.

"Eu me sinto feliz. Depois de uma árdua gestão, cerca de 480 compatriotas estão voltando para casa. Cumprirão em Pisiga uma estrita quarentena com rigorosos protocolos de biossegurança", tuitou a chanceler boliviana, Karen Longaric.

O governo resistiu à repatriação destes cidadãos com o argumento de que com o fechamento total das fronteiras devido à emergência do novo coronavírus, protegia desta forma os 11,5 milhões de bolivianos de potenciais contágios.

No entanto, a pressão interna e internacional, com intervenção da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), obrigou La Paz a flexibilizar sua posição.

Por outro lado, López informou que a presidente interina, Jeanine Áñez, autorizou voos humanitários para bolivianos retidos em outros países, embora não tenha mencionado cifras, nem datas para a sua repatriação. Todos eles também terão que cumprir quarentena.

Antes do fechamento das fronteiras, mais de mil bolivianos retornaram por terra ao país a partir de Brasil e Chile, principalmente.

A Bolívia soma 139 casos de coronavírus e dez falecidos.

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