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Bolívia se soma ao Grupo de Lima buscando saída pacífica para crise na Venezuela

(Arquivo) A chanceler da Bolívia, Karen Longaric afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 22. dezembro 2019 - 17:05
(AFP)

A Bolívia anunciou neste domingo sua incorporação ao Grupo de Lima, instância regional formada em 2017 com o propósito de buscar uma saída para a crise na Venezuela.

"Desta forma, a Bolívia contribuirá para se alcançar uma solução pacífica, democrática e constitucional para a crise na Venezuela, que deve ser guiada pelo povo venezuelano" assinalou a chancelaria boliviana.

O Grupo de Lima, formado por países latinos e o Canadá, foi criado para adotar uma posição comum frente à situação no país presidido por Nicolás Maduro, mergulhado em uma longa crise econômica e política.

O chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, reagiu à decisão boliviana em um tuíte: "Os supostos e inflamados defensores das democracias e dos direitos humanos reprimiram seus povos de forma selvagem e, agora, incorporam em suas fileiras uma ditadura fascista, racista, fruto de um golpe de Estado sangrento."

Até agora, a Bolívia havia se mantido ausente do bloco, devido à afinidade política entre o governo do ex-presidente esquerdista Evo Morales, atualmente refugiado na Argentina, e o regime de Nicolás Maduro.

A situação mudou depois que a presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, afastou-se do governo venezuelano e reconheceu a liderança de Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional venezuelana reconhecido como chefe de Estado interino da Venezuela por meia centena de países, entre eles os Estados Unidos.

Os principais incentivadores do Grupo de Lima consideram que sua principal conquista foi ter criado consciência internacional sobre a gravidade da crise na Venezuela.

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