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Bolsonaro admite possível erro em pagamentos atípicos do motorista do filho

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (D), ao lado do filho, Flávio, em 7 de outubro de 2018, em no Rio de Janeiro afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 13. dezembro 2018 - 21:06
(AFP)

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou que qualquer erro comprovado nas movimentações de dinheiro sem declarar nas contas do motorista de um de seus filhos, o deputado Flávio Bolsonaro, deverá ser pago.

"Se algo estiver errado, seja comigo, seja com meu filho, o melhor é que paguemos aí a conta deste erro, pois nós não podemos comungar com ele", declarou em transmissão pelo Facebook na noite de quarta-feira o líder de extrema direita, que fez da luta contra a corrupção uma das principais bandeiras de sua vitoriosa campanha.

O jornal O Estado de S. Paulo noticiou na semana passada que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) detectou movimentações atípicas na quantia de 1,2 milhão de reais nas contas de Fabrício José de Queiroz, motorista de Flávio Bolsonaro, legislador da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e eleito senador federal.

Estas operações, realizadas entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, implicam quantias incompatíveis com os rendimentos de Queiroz, que é policial militar.

Uma das movimentações foi um depósito de 24 mil reais na conta de Michelle Bolsonaro, esposa do presidente eleito. Bolsonaro explicou na segunda-feira que a quantia se tratava de um reembolso parcial de um empréstimo que ele mesmo havia feito ao motorista do filho.

Flávio Bolsonaro emitiu nesta quinta-feira um comunicado, no qual negou qualquer irregularidade e acusou a mídia de estar "fazendo uma força descomunal para desconstruir minha reputação e tentar atingir Jair Bolsonaro".

"Não diz nada de errado, sou o maior interessado em que tudo se esclareça para ontem, mas não posso me pronunciar sobre algo que não sei o que é, envolvendo meu ex-assessor", afirmou Flávio Bolsonaro, de 37 anos.

Queiroz, que desde a publicação destas informações não se manifestou, deve esclarecer em breve estes pontos perante a Justiça, disse Jair Bolsonaro, que vai assumir o cargo em 1º de janeiro.

As suspeitas, disse o presidente eleito, doem "porque o que nós temos de mais firme é o combate à corrupção e aconteça o que acontecer, enquanto eu for o presidente, nós vamos combater a corrupção com todas as armas do governo, inclusive o próprio COAF".

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