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Bolsonaro diz que 'ditadura' cubana decidiu retirar médicos 'unilateralmente'

O presidente eleito Jair Bolsonaro durante visita ao Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 14. novembro 2018 - 17:08
(AFP)

Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira que o cancelamento do programa de envio de médicos cubanos ao Brasil foi uma decisão "unilateral" e "irresponsável" da "ditadura" de Cuba, que não aceitou as mudanças pretendidas pelo presidente eleito para manter a cooperação.

Bolsonaro pretendia submeter os médicos cubanos a um "teste de capacidade", pagar o salário integral aos profissionais e permitir a vinda de suas famílias para o Brasil.

"Em torno de 70% do salário destes médicos é confiscado pela ditadura cubana. E outra coisa, que é uma falta de respeito com os que recebem tratamento por parte destes cubanos: não temos qualquer comprovação de que sejam efetivamente médicos e estejam aptos a desempenhar sua função".

Ao contrário dos demais profissionais estrangeiros que participam do "Programa Mais Médicos", os cubanos recebem apenas 30% do valor para ao governo em Havana, além de uma ajuda para moradia.

Os médicos cubanos também não precisam revalidar sua formação, já que chegam ao Brasil em situação de "intercâmbio", por um período de três anos.

"Além de explorar seus cidadãos (...), a ditadura cubana demonstra uma grande irresponsabilidade ao ignorar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos", tuitou Bolsonaro.

"Condicionamos a continuidade do programa Mais Médicos à aplicação de teste de capacidade, [pagamento de] salário integral aos profissionais cubanos, hoje a maior parte destinado à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou", declarou Bolsonaro em outro tuíte.

O ministério da Saúde afirmou que fará uma nova convocação para substituir os médicos cubanos, sempre mantendo o critério de dar prioridade aos médicos brasileiros.

A principal preocupação são os postos de saúde em áreas remotas ou muito pobres, ou em regiões com população indígena, que são pouco atrativos para os profissionais brasileiros e onde é mais frequente a presença dos médicos cubanos.

O Programa Mais Médicos foi implantado em agosto de 2013, com o envio de profissionais e desde então cerca de 20.000 médicos cubanos atenderam 113,5 milhões de pessoas em 3.600 municípios, segundo o governo cubano.

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