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Bolsonaro pede adiamento de protesto contra Congresso e Supremo

O presidente americano, Donald Trump (D), ao lado do brasileiro Jair Bolsonaro, durante jantar em Mar-a-Lago, Palm Beach, Flórida, 7 de março de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 13. março 2020 - 00:47
(AFP)

O presidente Jair Bolsonaro pediu nesta quinta-feira o adiamento do protesto convocado para o dia 15 de março em apoio ao seu governo e contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal, devido à ameaça do novo coronavírus.

Em rede nacional de TV, Bolsonaro destacou que "diante do avanço do coronavírus em muitos países, a Organização Mundial de Saúde, de forma responsável, classificou a situação atual como pandemia. O sistema de saúde brasileiro, como dos demais países, tem um limite de pacientes que podem ser atendidos (...) e é provável que o número de infectados aumente nos próximos dias, sem, no entanto, haver motivo para qualquer pânico.

"Há recomendação das autoridades sanitárias para que evitemos grandes concentrações populares. Queremos um povo atuante e zeloso com a coisa pública, mas jamais podemos colocar em risco a saúde da nossa gente", disse o presidente sobre os protestos de domingo.

"Os movimentos espontâneos e legítimos marcados para o dia 15 de março atendem aos interesses da Nação. Balizados pela lei e pela ordem, demonstram o amadurecimento da nossa democracia presidencialista e são expressões evidentes de nossa liberdade. Precisam, no entanto, diante dos fatos recentes, ser repensados. Nossa saúde e de nossos familiares devem ser preservadas".

As organizações Nas Ruas e São Paulo Conservador cancelaram a convocação para o protesto após o apelo do presidente.

No Brasil há 77 casos confirmados do novo coronavírus, e outros 1.422 suspeitos, segundo o ministério da Saúde.

O próprio Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira, durante uma transmissão no Facebook na qual apareceu usando uma máscara de proteção, que saberá "nas próximas horas" se foi infectado pelo novo coronavírus.

"Eu estou usando máscara porque nessa recente viagem aos EUA uma pessoa, quando desceu em São Paulo, foi fazer os exames e deu positivo", explicou Bolsonaro durante a transmissão na internet, fazendo referência ao secretário especial de Comunicação Social do governo, Fabio Wajngarten, diagnosticado com a doença.

"Hoje coletamos todos as amostras. Acredito que nas próximas horas terei o resultado", ressaltou, afirmando que outra pessoa que viajou no avião realizou o teste e teve o resultado negativo.

"Foi o primeiro negativo, esperamos que o de todo mundo dê negativo" disse o presidente, que esteve na semana passada na Flórida, onde se encontrou com o presidente Donald Trump.

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