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Bolsonaro sugere que China criou a pandemia para lançar uma "guerra química"

O presidente Jair Bolsonaro durante o evento de lançamento da Semana da Comunicação no Palácio do Planalto, em Brasília, em 5 de maio de 2021 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 05. maio 2021 - 21:31
(AFP)

O presidente Jair Bolsonaro deu a entender nesta quarta-feira (5) que o vírus da covid-19 foi criado em um "laboratório" pela China para lançar uma "guerra química e bacteriológica".

"É um vírus novo, ninguém sabe se nasceu em laboratório ou nasceu porque um ser humano ingeriu um animal inadequado. Mas está aí", afirmou Bolsonaro em cerimônia oficial em Brasília.

"Os militares sabem que é guerra química, bacteriológica e radiológica. Será que não estamos enfrentando uma nova guerra? Qual o país que mais cresceu seu PIB? Não vou dizer para vocês", prosseguiu.

Bolsonaro não mencionou explicitamente a China, mas o país asiático, onde a pandemia começou, é o único membro do G20 que registrou crescimento econômico em 2020 (+ 2,3%).

Um dos filhos do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro, acusou a China em março de 2020 de "esconder" informações sobre o vírus.

O legislador comparou a atitude do governo comunista chinês à "ditadura soviética", que inicialmente ocultou a magnitude do desastre nuclear de Chernobyl em 1986.

A China, primeiro parceiro comercial do Brasil e um grande investidor no país, respondeu rapidamente. “O lado chinês repudia veementemente suas palavras e exige que ele as retire imediatamente e peça desculpas ao povo chinês”, tuitou o embaixador chinês em Brasília, Yang Wanming.

O Brasil enfrenta dificuldades para importar doses de vacinas da China e os principais insumos para fabricá-las.

Essas tensões diplomáticas e a demora na obtenção das vacinas estão na pauta de uma comissão parlamentar que busca apurar se o governo foi negligente no manejo da pandemia, que já deixou quase 412 mil mortos no país.

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