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Bolsonaro tem recorde de rejeição, revela pesquisa

Aira Ocrespo dá os retoques finais em um grafite que retrata o presidente Jair Bolsonaro usando 'máscara' contra o coronavírus em seu estúdio no Rio de Janeiro, 18 de março de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 28. maio 2020 - 20:30
(AFP)

O índice de rejeição ao presidente Jair Bolsonaro alcançou um recorde de 43%, segundo uma pesquisa publicada nesta quinta-feira (28), que revela, ainda, que ele mantém um núcleo duro de apoio de 33%.

A consulta do Instituto Datafolha expõe a polarização crescente do país, enquanto Bolsonaro permanece firme no questionamento das medidas de confinamento social determinadas pela maioria dos governadores para conter a epidemia do novo coronavírus, que já deixou mais de 25.000 mortos no Brasil.

Quarenta e três por cento das 2.069 pessoas entrevistadas pelo Datafolha em 25 e 26 de maio consideram o governo Bolsonaro como "ruim" ou "péssimo", contra 38% há um mês e 30% há um ano.

Um terço dos entrevistados (33%) avalia, ao contrário, o trabalho do governo como "bom" ou "ótimo", o mesmo percentual de abril e acima dos 30% de dezembro, acrescenta a pesquisa, que tem margem de erro de dois pontos percentuais.

A proporção dos que o consideram "regular" continuou diminuindo, de 32% no fim de 2019 para 26% em abril e 22% na pesquisa desta semana.

A polarização é mais evidente ainda na faixa da população com maior renda, com 42% de opiniões favoráveis a Bolsonaro, 49% de desfavoráveis e apenas 8% que avaliam seu governo como "regular".

O maior índice de rejeição, de 56%, está entre as pessoas com ensino superior. Entre os que só cursaram o nível fundamental, cai para 36%.

A crise sanitária que transformou o Brasil em um dos principais focos da pandemia de COVID-19 se conjuga com uma aguda crise política.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na quarta-feira a realização de busca e apreensão em residências e escritórios de aliados de Bolsonaro por suspeitas de que fariam parte de uma rede de difusão de informações falsas e difamações sobre opositores e membros da máxima corte.

Entre os investigados estão vários deputados, bem como empresários acusados de financiar este esquema.

Bolsonaro descarregou sua raiva contra esta operação na quarta-feira, questionando principalmente que tenha sido decidida individualmente e não pelo colegiado do STF.

"Acabou, porra! Me desculpem o desabafo. Acabou! Não dá para admitir mais atitudes de certas pessoas individuais, tomando de forma quase que pessoal certas ações", disse o ex-capitão ao deixar o Palácio do Alvorada, em Brasília.

Na noite de quarta-feira, Bolsonaro afirmou que as pessoas investigadas eram "gente de bem", antes de acrescentar: "algo muito grave está acontecendo com a nossa democracia".

O presidente também é alvo de investigação por suposta tentativa de obstrução em investigações relacionadas com pessoas de seu entorno.

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