O presidente Jair Bolsonaro partiu, neste domingo (17), para os Estados Unidos, onde se encontrará com seu colega Donald Trump para selar uma aliança conservadora, fortalecer seus laços econômicos e militares e aumentar a pressão sobre a Venezuela.

O presidente decolou da base aérea de Brasília por volta das 8h00 com seis ministros, incluindo o chanceler Ernesto Araújo; o ministro da Economia, Paulo Guedes; e o da Justiça e Segurança, Sérgio Moro.

É a primeira visita bilateral de Bolsonaro no exterior desde que assumiu o cargo em 1º de janeiro.

Seu filho e deputado federal Eduardo Bolsonaro - muito ativo nas articulações com representantes da onda neoconservadora mundial - já está nos Estados Unidos.

O presidente brasileiro permanecerá em Washington até terça-feira e ficará hospedado na Blair House, a residência oficial para hóspedes localizada em frente à Casa Branca.

Bolsonaro anunciou esta semana que o destaque da visita será a assinatura de um acordo que permitirá o lançamento de satélites americanos a partir da base de Alcântara (norte do Brasil).

Eles também abordarão a crise na Venezuela. A feroz oposição ao que ambos os governos consideram uma "ditadura" no país caribenho é uma das questões que mais une os dois líderes.

Os Estados Unidos estão à frente dos mais de 50 países, incluindo o Brasil, que reconhecem o líder opositor Juan Guaidó como presidente interino venezuelano, e aplicaram sanções econômicas e um embargo ao petróleo da Venezuela, vital para a sua economia, que entra em vigor em 28 de abril.

Espera-se também que ambos os líderes discutam medidas para aumentar o comércio bilateral e a entrada do gigante sul-americano na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Além de manter uma "reunião privada" com Trump na terça-feira no Salão Oval, Bolsonaro vai aproveitar sua estadia na capital americana para se reunir com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, e participará em vários fóruns sobre as oportunidades que oferece a economia brasileira.

Domingo à noite, vai participar de um jantar na residência do embaixador brasileiro, com "vários formadores de opinião" que, de acordo com relatos da imprensa, contará com a participação de Olavo de Carvalho, considerado guru de Bolsonaro, e Steven Bannon, o polêmico ex-assessor do presidente dos Estados Unidos.

Após sua viagem aos Estados Unidos, Bolsonaro visitará o Chile e viajará a Israel no final do mês, em um sinal claro de sua tentativa de se aproximar de governos que ele considera comprometidos com suas opções ideológicas conservadoras e economicamente liberais.

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