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Brasil anuncia medidas para regular fluxo de venezuelanos

Presidente brasileiro Michel Temer no Palácio do Planalto em Brasília, em 29 de agosto 2018, em foto fornecida pela Agencia Brasil afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 29. agosto 2018 - 22:40
(AFP)

O Brasil indicou nesta quarta-feira (29) que adotará medidas para regular o fluxo de imigrantes na fronteira com a Venezuela e evitar o caos gerado por sua chegada maciça.

O presidente Michel Temer adiantou que poderão se "distribuir senhas" para limitar o fluxo de imigrantes no estado de Roraima.

"A 'possibilidade de distribuição de senhas' a que o presidente referiu-se (...) visa aprimorar um processo de atendimento humanitário em Roraima, o que não pode ser confundido, em hipótese alguma, com o fechamento à entrada de venezuelanos no Brasil", informou a Presidência em comunicado.

Temer declarou em entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco que o governo estava analisando a possibilidade de "distribuir senhas para que entrem 100, 150, 200 por dia, para organizar um pouco mais a entrada".

Atualmente, o fluxo é de cerca de 800 pessoas por dia, de acordo com dados oficiais.

As declarações foram feitas um dia depois de Temer autorizar o uso das Forças Armadas para reforçar a segurança em Roraima, onde a precária situação dos imigrantes venezuelanos gerou tensões com a população local.

Em 18 de agosto, moradores de Pacaraima expulsaram à força 1.200 venezuelanos que acampavam nas ruas da pequena cidade, primeiro ponto de contato com o Brasil na passagem fronteiriça.

Uma fonte do governo disse à AFP que ainda não foi tomada nenhuma decisão sobre limitar o número diário de entradas, mas descartou totalmente o fechamento da fronteira.

"São coisas que se avaliam, mas não se trata de fechar a fronteira, é com a intenção de ordenar", indicou.

De acordo com a Polícia Federal, desde o início de 2015 até junho deste ano, 56.740 venezuelanos solicitaram refúgio ou residência no Brasil, embora seja difícil precisar quantos permanecem no país.

O aumento do fluxo está sendo absorvido principalmente pelo estado de Roraima, que reclama um maior apoio do governo federal para lidar com a sobrecarga em seus serviços de saúde, de segurança e mercado de trabalho.

Segundo a última estimativa da Prefeitura de Boa Vista, 25.000 venezuelanos estão atualmente instalados na cidade, o que equivale a 7,5% de sua população total, de mais de 300.000 habitantes.

Por isso, a exigência mais urgente das autoridades locais é a realocação de refugiados em outros estados.

Até agora, apenas 1.000 venezuelanos se beneficiaram deste sistema de "interiorização", que o próprio governo reconheceu que não está funcionando com a rapidez necessária.

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