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Brasil e Portugal lançam operação anti-hackers na véspera das eleições

Mulher vota em seção eleitoral em Igarapé Mirim, no Pará, no primeiro turno das eleições municipais, em 15 de novembro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 28. novembro 2020 - 18:33
(AFP)

As polícias do Brasil e de Portugal lançaram neste sábado (28) uma operação conjunta contra hackers que teriam tentado atacar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em uma ação realizada na véspera do segundo turno das eleições municipais.

A operação buscou "desarticular a associação criminosa que teria promovido os ataques hackers ao TSE no primeiro turno" das eleições 2020, em 15 de novembro, "com o acesso e divulgação ilegal de informações de servidores públicos do TSE", informou a Polícia Federal (PF) em um comunicado.

Na ocasião, o presidente do TSE, ministro Luis Roberto Barroso, reportou uma tentativa de ataque cibernético, que foi neutralizado e que em nenhum momento ameaçou a integridade do mecanismo de contagem de votos ou o sistema das urnas eletrônicas.

A ação, coordenada com a polícia portuguesa, resultou em três ordens de busca nos estados de São Paulo e Minas Gerais, bem como em uma ordem de detenção e outra de busca em Portugal.

"O inquérito policial aponta que um grupo de hackers brasileiros e portugueses, liderados por um cidadão português, foi responsável pelos ataques criminosos aos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral", acrescentou o comunicado.

A PF investiga o acesso ilegal a dados dos servidores públicos, que foram divulgados durante o primeiro turno, mas esclareceu que "não foram identificados quaisquer elementos que possam ter prejudicado a apuração, a segurança ou a integridade dos resultados da votação".

Um trabalho de checagem da AFP determinou que os documentos vazados eram dados administrativos antigos ou informações que já eram públicas, sem relação com as eleições.

À margem do ataque, uma falha técnica atrasou a divulgação dos resultados em 15 de novembro, quando o habitual é que sejam conhecidos horas depois do fechamento das seções eleitorais, devido ao sistema eletrônico de que o TSE dispõe.

Na ocasião, o presidente Jair Bolsonaro reiterou o desejo de reimplantar a votação em cédulas impressas e atacou a confiabilidade do sistema eletrônico.

O segundo turno das eleições municipais será celebrado neste domingo em 57 cidades, inclusive em Rio de Janeiro e São Paulo, em plena pandemia do novo coronavírus, que já deixou 171.971 mortos e 6,2 milhões de infectados no Brasil.

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