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Brasil supera as 38.000 mortes pelo novo coronavírus

Artistas fazem performance em homenagem aos mortos na pandemia do novo coronavírus e em defesa da democracia no Complexo Cultural da República, em Brasília, 8 de junho de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. junho 2020 - 00:21
(AFP)

O Brasil registrou nesta terça-feira (9) 1.272 mortes pelo novo coronavírus em 24 horas, elevando o total a 38.406, segundo o balanço oficial que retomou o modelo prévio às polêmicas mudanças anunciadas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro.

O número de casos teve um aumento de 32.091, o segundo maior desde o início da pandemia, elevando o total a 739.503, segundo o informe do Ministério da Saúde.

Os especialistas estimam que o número de casos pode ser até 15 vezes maior, devido à falta de testes em massa.

O Brasil é o segundo país em número de infectados e o terceiro de mortes e pode se tornar em breve o segundo, superando o Reino Unido (40.883 mortos). Os Estados Unidos são o país mais afetado pela pandemia no mundo, com quase 2 milhões de casos e mais de 111.000 mortos.

O ministério da Saúde brasileiro retomou nesta terça o modelo de balanço vigente até a sexta-feira passada, quando uma série de tentativas de modificação provocaram enorme confusão e geraram iniciativas de contagem paralelas.

Uma delas, realizada por um consórcio dos principais veículos de comunicação do país com base em dados das secretarias estaduais de Saúde, indica que o Brasil soma 38.497 mortos e 742.084 casos, segundo um balanço atualizado horas depois do registro anunciado pelo governo.

Desde a sexta-feira passada, o governo começou a divulgar cada vez mais tarde seus balanços e deixou de informar sobre o número total de casos e óbitos. Anunciou, ainda, a criação de uma plataforma que informaria sobre as mortes que realmente ocorreram no dia e não as registradas após a confirmação de diagnóstico por COVID-19.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na noite de segunda-feira que o governo divulgue integralmente os dados como o Ministério da Saúde fazia até 4 de junho.

Por enquanto, ignora-se se o retorno ao modelo anterior se deveu a esta decisão.

De qualquer modo, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, declarou nesta terça, perante uma comissão parlamentar, que segue de pé o projeto de um novo modelo de apresentação de dados, no qual todos os balanços poderiam ser encontrados.

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