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Brexit representa risco de escassez de esperma no Reino Unido

Foto do banco de esperma Cryos, na Dinamarca, em 15 de dezembro de 2016, ao que os casais britânicos deixarão de ter acesso afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 24. agosto 2018 - 20:46
(AFP)

Uma saída da União Europeia sem acordo poderia trazer dificuldades para os casais britânicos que recorrem à doação de esperma para procriar, pois já não poderão ir aos bancos de esperma europeus, apontou o governo.

Em uma nota técnica publicada na quinta-feira, destinada a preparar as empresas e a população ante as consequências de um divórcio possivelmente sem acordo, o governo britânico aponta que o país importou cerca de 3.000 amostras de esperma da Dinamarca no ano passado, e outras 4.000 dos Estados Unidos.

Londres importou também cerca 500 óvulos e embriões de países europeus.

Mas se as discussões entre Londres e Bruxelas fracassarem, a legislação europeia relativa ao sangue, ao tecido e às células humanas já não se aplicará para o Reino Unido, indicou o governo.

Como consequência, os bancos de esperma britânicos necessitarão "novos acordos com os estabelecimentos competentes".

Para compensar, o Ministério da Saúde indica que as empresas que contarem com uma licença poderão recorrer às importações de terceiros países.

As doações de esperma diminuíram drasticamente no Reino Unido desde que os doadores perderam seu direito ao anonimato por uma lei de 2005.

Segundo Geetha Venkat, diretora da clínica Harley Street Fertility, especializada em fertilidade, os casais que necessitam doações de esperma começam a "ter medo", já que uma mudança produzida na legislação dos Estados Unidos significa que as importações deste país podem demorar até três meses, enquanto levam apenas uma semana a partir da Dinamarca.

Os trâmites administrativos suplementares devidos a um Brexit sem acordo poderiam, além disso, provocar um aumento dos custos para as empresas, o que repercutiria nos casais, advertiu Venkat.

A incerteza de tal situação só aumenta o "estresse que já acompanha este tratamento", se lamenta Venkat na BBC.

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