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Carlos Bolsonaro abandona redes sociais

(Arquivo) Carlos Bolsonaro é vereador no Rio de Janeiro pelo PSC afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 12. novembro 2019 - 20:20
(AFP)

As contas no Twitter, Facebook e Instagram de Carlos Bolsonaro, filho e administrador da comunicação nas redes sociais do presidente Jair Bolsonaro, foram desativadas nesta terça-feira (12), sem explicação de sua parte.

"Não temos nada a declarar", disse à AFP um membro do gabinete de Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro pelo PSC.

Somente no Twitter, o segundo dos cinco filhos de Bolsonaro tinha mais de um milhão de seguidores antes de deletar sua conta.

Foi a partir desta plataforma digital que Carlos Bolsonaro, de 36 anos e conhecido como "02", lançou em várias ocasiões ataques contra figuras de primeiro plano do atual governo, precipitando inclusive a queda de alguns deles.

Um porta-voz do Twitter disse à AFP que a rede não havia tomado "nenhuma ação" contra a conta de Carlos Bolsonaro.

Facebook e Instagram também não adotaram iniciativa alguma desse tipo, declarou à AFP uma fonte dessas duas redes sociais.

Segundo uma pessoa próxima ao vereador carioca, citado pelo site do jornal O Globo, Carlos Bolsonaro "está irritado com muitas coisas que estão acontecendo e ficará fora das redes por pelo menos um mês".

O jornal Folha de S.Paulo, citando também uma fonte próxima ao político, assegurou que ele queria passar um tempo longe das redes, realizando uma espécie de "desintoxicação".

Há três semanas, Carlos Bolsonaro se desculpou por ter postado uma mensagem na conta no Twitter de seu pai sem seu aval.

Carlos, de "pit bull de Bolsonaro", é um dos três filhos do presidente à política, junto com Flávio, que é senador (PSL-RJ), e Eduardo, deputado federal (PSL-SP).

A atuação de Carlos Bolsonaro nas redes sociais teve um papel importante na vitória de seu pai nas eleições do ano passado, como o próprio presidente reconheceu.

Em setembro, o vereador desencadeou a controvérsia ao postar no Twitter que "por meios democráticos, a transformação que o Brasil deseja não acontecerá na velocidade que desejamos", embora ele imediatamente tenha negado estar defendendo o retorno da ditadura.

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