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Carne bovina tem custo ambiental maior que a de frango e de porco

Fazenda em Le Pin, França, é vista em 14 de julho de 2014 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 21. julho 2014 - 22:14
(AFP)

A carne bovina é, de longe, a fonte mais cara de proteínas quando se fala de danos ambientais, impulsionada pelo custo de alimentação e da criação do gado, revelou um estudo publicado esta segunda-feira nos Estados Unidos.

A produção desta fonte de proteína animal exige uma superfície 28 vezes maior do que a necessária para produzir laticínios, ovos, carne de ave ou de porco, destacou o estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Além disso, a criação de gado bovino demanda 11 vezes mais água para irrigação de campos do que as outras fontes de proteína animal, segundo cientistas do Bard College de Nova York, a Universidade de Yale e do Instituto de Ciências Weizmann de Rehovot, em Israel.

Os bois também emitem cinco vezes mais metano, um gás de efeito estufa mais nocivo que o CO2, do que os outros animais que são fonte de proteína.

No total, a criação de gado destinado ao corte representa 20% de emissões de gases de efeito estufa e é uma fonte importante de contaminação dos cursos d'água, acrescentaram os cientistas.

"A carne bovina é, consistentemente, a menos eficiente em termos de recursos entre as cinco categorias de animais", detalhou o estudo, segundo o qual, em média, a carne bovina é 10 vezes mais cara do que outras fontes de proteína.

Nos Estados Unidos, 7% do total de calorias consumidas pelos indivíduos provêm da carne de boi, lembrou o estudo.

Consequentemente e, para aliviar o peso ambiental, os autores propõem "reduzir o consumo de carne bovina".

Criar animais para a produção de comida é uma prática que contribui com um quinto das emissões de gases de efeito estufa, além de poluir a água e interferir na biodiversidade, acrescentaram os autores do estudo.

Para fazer este cálculo, os cientistas analisaram os dados extraídos de campos destinados à criação de gado, o uso de recursos como água e os fertilizantes, fornecidos pelos ministérios da Agricultura, Energia e Assuntos Domésticos entre os anos 2000 a 2010.

Os cientistas usaram os dados para calcular a quantidade de recursos necessários para produzir alimento aos animais para cada animal de criação comestível.

Produzir carne de ave, porco, bem como ovos e laticínios, demonstrou ter custos similares, enquanto a carne de boi superou as demais categorias.

Eles não incluíram o peixe no estudo devido à falta de dados sobre o uso de alimentos e à porção relativamente pequena de calorias (0,5%) que compõe na dieta dos americanos.

Representantes de criadores de gado americanos se manifestaram contra o método utilizado para este estudo e afirmaram ter sido feitas melhorias ambientais nos últimos anos.

"O estudo do PNAS é uma simplificação grosseira dos complexos sistemas que compõem a cadeia de valor da carne bovina", afirmou Kim Stackhouse, diretor de pesquisa sobre sustentabilidade da Associação Americana de Criadores de Gado Bovino.

"O fato é que a indústria de carne bovina dos Estados Unidos produz carne com menos emissões de gases estufa do que qualquer outro país", assegurou.

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