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(Arquivo) Estilista venezuelana Carolina Herrera, no Hotel Plaza de Nova York, em 20 de abril de 2017

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A famosa estilista venezuelana Carolina Herrera repudiou neste sábado o assassinato de um sobrinho em Caracas por sequestradores e aproveitou para fazer críticas ao governo, que chamou de "ditadura".

"Nossa única esperança é que os trágicos assassinatos de nosso jovem sobrinho, Reinaldo, e seu colega Fabrizio sirvam para mitigar a terrível carniceria e os assassinatos que se cometem contra nossa juventude na Venezuela", escreveu Herrera na rede social Instagram.

A estilista de 78 años, radicada em Nova York, prestou uma homenagem com fotografias em preto e branco em que aparece com seu sobrinho, assassinado aos 34 anos na noite de quinta-feira junto com seu colega Fabrizio Mendoza, de 31.

A empresária agradeceu pelas mensagens de solidariedade recebidas e criticou duramente o governo do presidente Nicolás Maduro.

"A ditadura comunista deve acabar", afirmou.

Os corpos de Herrera e Mendoza foram encontrados na noite de quinta-feira em um veículo na rodovia que liga Caracas à localidade costeira de La Guaira.

Sócios em uma empresa de serviços de arquitetura, os dois haviam sido sequestrados horas antes no estacionamento do prédio onde tinham seu escritório, afirmou o diretor da Polícia do município de El Hatillo, delegado Einer Giulliani.

Segundo o oficial, os familiares dos empresários não denunciaram o caso de imediato, mas negociaram com os sequestradores e pagaram um resgate.

Giulliani comentou que Mendoza estava sob investigação do Parlamento por suspeita de ter recebido US$ 11 milhões do governo a uma taxa preferencial, por meio de uma "empresa de malote, de forma fraudulenta".

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