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Carona solidária x táxi: guerra é declarada em Nova York

Taxistas descem rua de Manhattan, Nova York, em 10 de julho de 2014 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. julho 2014 - 21:27
(AFP)

A disputa entre a carona solidária e o serviço convencional de táxi se intensificou em Nova York com a chegada de um novo rival, declarado ilegal antes mesmo de seu lançamento.

O Lyft, serviço de carona presente em 60 cidades americanas e que compete com o Uber, anunciou planos de iniciar operações na sexta-feira nas regiões de Brooklyn e Queens, alegando que essas comunidades têm poucas opções de transporte.

O Lyft informou ter recrutado 500 motoristas em Nova York, e que 75 mil moradores já fizeram o download do aplicativo, antes mesmo de seu lançamento.

A empresa, com sede em San Francisco, alega que o serviço - que requer um aplicativo para smartphones e acesso à geolocalização, é necessário e econômico para o usuário.

Mas a Taxi and Limousine Commission (TLC) de Nova York rapidamente tentou impedir o lançamento.

A agência municipal declarou que o serviço "não é autorizado em Nova York" e não atende às normas de segurança e licenciamento.

"O Lyft não tem autorização para fazer serviço de passageiros. Respeitando sua prioridade de garantir a segurança pública e defender os direitos do consumidor, a agência fará operações de reforço para garantir o cumprimento das normas e leis da cidade", indica o comunicado da TLC.

Motoristas que forem flagrados trabalhando para o Lyft podem ser multados em 2 mil dólares, anunciaram autoridades.

A briga em torno do Lyft é a mais recente de uma batalha travada em várias cidades do mundo por conta dos aplicativos de carona, que desafiam os serviços regulares de táxi.

A revanche do Uber

Apesar das intimidações, o Uber se espalhou por 147 cidades de 41 países, e atraiu investidores, que elevaram seu valor de mercado para colossais 17 bilhões de dólares.

O Uber, que oferece uma variedade de serviços que vai de limusines e táxis à carona solidária, respondeu à chegada do Lyft com uma redução de tarifas, e afirma que seus preços são mais baixos que os dos táxis convencionais.

Mas as operadoras de táxi da cidade não contemplam com bons olhos o novo panorama.

O diretor executivo da Greater New York Taxi Association, Ethan Gerber, diz que a redução dos preços é "uma tentativa desesperada de entrar no mercado de uma forma insustentável".

Ele afirma que os táxis amarelos convencionais são "os mais confiáveis e regulares" para o cliente, e que o corte de preços do Uber "tem mais a ver com publicidade do que com a criação de um produto sólido".

O custo é alto para as operadoras de táxi de Nova York, que pagam até 1 milhão de dólares pelo "medalhão" da cidade, que lhes permite operar. O número é limitado a 13,6 mil.

A cidade autorizou recentemente a circulação de 5,2 mil "táxis verdes" para atender às regiões vizinhas e áreas de Manhattan por onde os carros amarelos quase não circulam.

Mas isso não intimidou serviços como o Lyft e Uber, segundo os quais mais carros são necessários.

O Lyft afirma que as regras de licenciamento da cidade não se aplicam a seu tipo de serviço. Já o prefeito Bill de Blasio disse esperar um acordo.

"Acredito que a TLC continuará trabalhando nos próximos meses para lidar com a questão do Uber de uma forma justa para todos os envolvidos", disse de Blasio esta semana.

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